História Dinâmica

Não só de passado vive o homem, mas das ações presentes compartilhadas, com o olhar para frente, estimulando, participações sociais, integradas, teóricas e práticas, que incentivem a obtenção de mais resultados, tornando os indivíduos e as coletividades mais livres, porém com, mais dignidade, abertura de espaços e oportunidades para todos. É preciso que esta história seja, cada mais dinâmica, que especialmente vise, ainda mais, cuidar das prioridades, das boas ações, dos resultados, (os)as que são ligado(as), interligado(as), integrado(as),globalizado(as) e socializado(as), em redes, dentro de movimentos constantes de atuação.

Que todas as boas ações passem, a fazer parte dos estados permantes de evolução, mas com o foco nas melhorias contínuas, principalmente ao buscar, estimular e realizar ações, para resultados concretos, mediante metas de perspectivas crescentes, de desenvolvimento e inovação, para que o Brasil seja, cada vez mais, próspero e o mais justo possível, no futuro.

(Fonseca, M.C.da S.)

Farmacêutica-Bioquímica, Natural de Santos Dumont

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Ferrovia de Integração Oeste-Leste

A Ferrovia de Integração Oeste-Leste dinamizará o escoamento da produção do estado da Bahia e servirá de ligação dessa região com outros polos do país, por intermédio de conexão com a Ferrovia Norte-Sul. Incluída entre as prioridades do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Ferrovia de Integração Oeste-Leste terá 1.490km de extensão e envolverá investimentos estimados em R$6 bilhões até 2012.

A ferrovia ligará as cidades de Ilhéus, Caetité e Barreiras – no estado da Bahia – a Figueirópolis, no estado do Tocantins, formando um corredor de transporte que otimizará a operação do Porto de Ponta da Tulha e ainda abrirá nova alternativa de logística para portos no norte do país atendidos pela Ferrovia Norte-Sul e Estrada de Ferro Carajás.


Entre as vantagens previstas com a construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste para o estado da Bahia estão a redução de custos do transporte de insumos e produtos diversos, o aumento da competitividade dos produtos do agronegócio e a possibilidade de implantação de novos polos agroindustriais e de exploração de minérios, aproveitando sua conexão com a malha ferroviária nacional.

Por outro lado, a ferrovia promoverá a dinamização das economias locais, alavancando novos empreendimentos na região, com aumento da arrecadação de impostos, além de geração de cerca de 30 mil empregos diretos. A ferrovia deve fomentar ainda mais o desenvolvimento agrícola da região oeste do estado, cuja previsão é de uma produção de 6,7 milhões de toneladas em 2015. Os principais produtos a ser transportados são soja, farelo de soja e milho, além de fertilizantes, combustíveis e minério de ferro.

Ferrovia de Integração Oeste-Leste

A Ferrovia de Integração Oeste-Leste terá sua implantação dividida em três trechos:
• Ilhéus/Caetité(BA)
São 530km, cuja construção deverá ser concluída no primeiro semestre de 2011.
• Caetité/Barreiras/SãoDesidério(BA)
São 413km, cuja construção deverá ser concluída no primeiro semestre de 2012.
• Barreiras/São Desidério (BA)/Figueirópolis (TO)
São 547km, cuja construção deverá ser concluída até o final de 2012.

Ferrovia de Integração Oeste-Leste
O estudo realizados pela VALEC indicam que a Ferrovia de Integração Oeste-Leste contribuirá no escoamento da produção de minério de ferro, grãos e farelos, álcool, açúcar e algodão, entre outras cargas. Sua implantação terá impacto significativo no desenvolvimento econômico do estado da Bahia.






A previsão de carga potencial da ferrovia é altamente positiva, conforme quadro abaixo:

Para garantir a implantação da ferrovia de acordo com o cronograma previsto e a sustentabilidade do empreendimento, a engenharia financeira do projeto prevê investimento público complementado por recursos da iniciativa privada. Para tanto, a VALEC pretende utilizar as bem-sucedidas experiências relativas à subconcessão

Acesse : Video institucional da Ferrovia Oeste-Leste



Com PAC 2, País ganha fôlego para pensar no futuro e exportar conhecimento

O governo resolveu anunciar o quanto antes a segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para dar o tempo necessário a prefeitos, governadores, ministérios e gestores públicos para que construam e preparem seus projetos e possam chegar embalados em 2011, data prevista para o início do programa. Segundo explicou o presidente Lula durante o lançamento do PAC 2 nesta segunda-feira (29/3) em Brasília, a construção da engenharia financeira e burocrática de um programa dessa magnitude leva tempo, daí a necessidade de dar tempo para que os projetos sejam debatidos adequadamente. Só entre abril e junho serão discutidos mais de 10 mil projetos, afirmou Lula.

Era necessário lançar o PAC 2 agora porque, até junho, o núcleo coordenador do PAC vai se reunir com prefeitos e governadores para que a gente comece a destrinchar cada coisa. Se não fizer isso agora, o próximo governo vai perder um ano para fazer.

Leia : discurso do Presidente LULA 29/03/2010

A idéia, segundo o presidente, é que o País tenha uma carteira de obras para ir tocando e possa começar a pensar em outras coisas necessárias ao País, em áreas importantes como educação e ciência e tecnologia. É pensando quatro anos para frente é que a gente pode construir esse País mais rapidamente, afirmou Lula em seu discurso, lembrando que o último grande investimento planejado no Brasil em infraestrutura foi feito há mais de 20 anos, no governo Geisel. Só assim será possível para o Brasil entrar para o rol dos países desenvolvidos.

Estamos dando o fôlego para que esse País possa pensar no futuro. (…) Não queremos exportar apenas suco de laranja ou minério de ferro, mas também o conhecimento do brasileiro.

Lula afirmou que, ao contrário do que muitos pensam, o final do seu governo será de ainda mais trabalho para quem ficar até 31 de dezembro de 2010. O presidente afirmou não estar contente com o que foi feito até agora e que tem obrigação de fazer mais. “Temos competência para fazer mais e o povo pobre precisa que façamos mais”, disse.

Ao lembrar que muitos ministros deixarão o governo nos próximo dia, deu o recado: quem ficar vai trabalhar o dobro. Na segunda-feira após o feriado da Semana Santa Lula pretende se reunir com todos os minitros -- os novos e os que ficarem -- para discutir a agenda de trabalho até o fim do ano.

Ao final de seu discurso, agradeceu o empenho da ministra Dilma Roussef (Casa Civil), bem como das assessoras Erenice Guerra e Miriam Belchior, na preparação do PAC 2.

A ministra Dilma Roussef (Casa Civil) -- a “mãe do PAC”, segundo o presidente Lula -- se emocionou ao afirmar ter orgulho de fazer parte do governo Lula e lembrar que não há outro caminho hoje para o desenvolvimento brasileiro que não inclua a distribuição de renda.

Esse é o Brasil que o senhor recuperou e construiu para todos nós, e que os brasileiros não deixarão mais escapar de suas mãos. O Brasil cresceu com o PAC e continuará a crescer com o PAC 2.

Dilma afirmou que há muitos motivos para celebrar o PAC e que isso estava sendo feito hoje com o anúncio de mais trabalho. “Festejamos mostrando que o futuro é necessariamente momento de construção, trabalho e dedicação”, afirmou a ministra.

O PAC, disse ela, recuperou a capacidade do Estado brasileiro de planejar e investir, e assim mobilizou todos os ministérios num esforço coletivo sem precedentes, além de ter solidificado a parceria do setor público com o privado, além de revigorar o pacto federativo. O programa, afirmou Dilma, “incorpora a visão de estadista de nosso presidente, que enxerga o País muito além de seu governo”.

Eu acredito que o PAC é uma herança bendita que vamos deixar para quem suceder nosso governo, com planejamento, projetos, recursos.
(Fonte : Blog do Planalto)

INFORMAÇÕES SOBRE GESTÃO EM AÇÃO I

(Sobre autoras(es) e profissionais “Criativas &Criativos”)

Gestão 2.0 : Crie uma cultura de inovação

Publicado por Marcelão em setembro 6, 2009


O nível atual de competitividade existente no mundo de hoje exige que as empresas busquem a inovação como forma de se manterem competitivas no mercado. Por outro lado, a tecnologia está transformando a inovação na sua essência, permitindo que as empresas testem idéias novas e preços em uma velocidade que era inimaginável há uma década.

Com toda essa velocidade e facilidades proporcionadas pela tecnologia, a inovação deve ser contínua e deve vir de todos os lugares da empresa. Por essa razão, mais importante do que inovar é criar uma cultura de inovação, mas para que essa cultura de inovação apareça dentro das empresas é preciso criar as condições propícias.

Diante disso, relaciono abaixo o que considero as ações necessárias para criar uma cultura de inovação dentro das empresas :

- Adoção imediata de Redes Sociais dentro das empresas : É o que escrevi no post sobre redes sociais nas empresas. É preciso liberar o fluxo contínuo de troca de idéias dentro das empresas fazendo com que as pessoas sintam-se a vontade para expor suas idéias e opiniões sem restrições e preconceitos. As empresas terão de reconhecer as sociedades virtuais como fontes de aprendizado e potencial solução de problemas;

- Capacitar a gerência Média no sentido de facilitar a inovação : A gerência média é sempre alvo de críticas por filtrar em demasia as idéias criativas de suas equipes. É preciso fazer com que a gerência média entenda que são seus funcionários que estão mais próximos dos clientes que, em última instância, são os maiores beneficiados quando a inovação surge, além de também serem fontes para a inovação. É preciso dar maior autonomia aos funcionários que estão na ponta, afinal de contas, algumas das melhores experiências vêm de fora da cadeia de comando;

- Transformar o erro em um instrumento pedagógico : Para inovar é preciso experimentar. Para experimentar temos que estar preparados para errar e aprender com o erro. A meta aqui é diminuir o custo do erro permitindo assim errar mais. Mesmo quando um experimento não dá certo, sempre há algum aprendizado a ser adquirido a partir dele. Lembre-se, inovar é assumir riscos;

- Estimular a quebra de paradigmas : Capacitar seus funcionários no sentido de desenvolverem espirito crítico que desafie verdades absolutas. Inovar é desafiar o que é padrão;

- Liderança como exemplo : O líder deve servir de exemplo para a organização, comunicando a importância da inovação diretamente a todos os gestores e comemorar os esforços inovadores, incluindo aqueles que falaram, mas que foram tentativas corajosas. O líder não deve dizer as pessoas o que fazer, mas constantemente desafiá-las a identificar os desafios e obstáculos, investigar a sua origem, desenvolver e testar soluções, o tempo todo;

- Dê voz aos inconformados : A maioria dos sistemas de gestão dá uma parcela desproporcional da influência sobre políticas e estratégias a um pequeno número de altos executivos. Ironicamente, esse é justamente o grupo com mais interesse no status quo e o mais inclinado a defendê-lo. É por isso que empresas estabelecidas costumam “ceder” o futuro para novatas. A solução é criar sistemas de gestão que transfiram poder para aqueles cujo capital emocional está investido basicamente no futuro;

Para criar uma cultura de inovação, as empresas precisam reconhecer que os seus funcionários devem passar a ter uma maior participação nas decisões que serão tomadas visando a perenidade e a sustentabilidade da empresa. Toda a empresa deve se preparar para obter a maior e melhor produtividade de uma força de trabalho que cresce complexa e de forma diferente. Não existe mais espaço para as regras impostas pelas empresas de maneira unilateral. Afinal de contas, em um mundo cada vez mais comoditizado, a essência da empresa deve ser desenvolvimentista e não apenas transacional. Para isso é preciso desenvolver e descobrir grandes oportunidades e aprender a explorá-las, o que só é possível se todos na organização estiverem preparados para identificá-las.



Gestão e inovação é com o lado direito do cérebro
Publicado por marcelão em setembro 15, 2008


Pessoal,
reparem na figura acima e analisem ela. A figura representa a diferença de uso dos dois lados do cérebro, o lado esquerdo preenchido por baias de trabalho ocupadas por funcionários de cabeça baixa e, o lado direito com pessoas sem nada restrigindo seus movimentos, mais dedicados ao lazer. Se vocês repararem mais um pouco, verão que existem 3 funcionários que estão saindo do lado esquerdo e indo para o lado direito, enquanto isso, uma pessoa do lado direito está se preparando para entrar no lado esquerdo.

Estudos revelam que o lado esquerdo do cérebro é o lado que funciona de forma mais linear, lógica e analitica. Trabalha mais com certezas do que com incertezas. O lado direito, por sua vez, funciona de forma mais não-linear, intuitiva e holistica, além de ser mais ligada as artes.


Diante desses estudos, tenho desenvolvido algumas teses relacionadas a formação dos gerentes nas empresas e a formulação de suas estratégias.

Nas empresas, quando promovemos um técnico a gerente, é comum ouvirmos a seguinte frase : “Perdi um excelente técnico e ganhei um péssimo administrador.” Se lembrarmos que a principal função de um gerente é converter o conhecimento em ação e resultados, esse problema torna-se mais critico ainda.

A grande dificuldade é que agora esse técnico necessita pensar de forma mais não-linear e menos lógica, diferente do que ele estava acostumado a fazer até então. A minha tese é que isso acontece porque o técnico, durante a sua vida profissional, desenvolve muito mais o lado esquerdo do cérebro, o lado lógico e racional. Ao promove-lo a gerente, existe uma falha na adaptação desse técnico em utilizar mais o lado direito do cérebro, que é mais apropriado para pensar estrategicamente e para o relacionamento com as pessoas. Existe até uma frase do autor de livros, Dale Carnegie, sobre gestão de pessoas que resume um pouco dessa dificuldade dos técnicos que viram gerentes : “Ao lidar com pessoas, lembre-se de que você não está lidando com seres lógicos, e sim com seres emocionais.”


Com relação ao planejamento estratégico, e até mesmo a gestão de projetos, a dificuldade está no fato de que esse técnico sempre trabalhou com certezas e a sua nova função exige que ele passe a trabalhar com incertezas, afinal de contas pensar estrategicamente é trabalhar com hipóteses, que podem se confirmar ou não. Terá que desenvolver mais a imaginação e a criatividade, além de pensar de forma não-linear. Terá que tomar decisões com 30% das informações disponíveis, até porque, se ele tomar decisões com 100% das informações, é porque ele não é mais necessário.
Essa necessidade de desenvolvimento maior do lado direito do cérebro é motivada pela mudança de época que estamos passando. A era anterior, revolução industrial, cujo o simbolo são as máquinas, desenvolveu mais o lado esquerdo do cérebro. Foram tempos dominados por determinado tipo de pessoas com um certo tipo de pensamento mais ligados a pensar tudo de forma analitica e converter em números. Essa é uma era que está ficando para trás, pois estamos deixando de ser uma economia e uma sociedade baseada nos modelos mentais lógicos, lineares, frias e extremamente objetivas dessa era. Essa é uma das principais causas do nível de frustração existente atualmente nas empresas, frustração essa ilustrada na figura localizada no inicio desse post.


Estamos em uma era de transição para uma economia e sociedade baseada mais nas faculdades criativas, empáticas e sistêmicas. Nessa nova era, revolução do conhecimento, cujo simbolo maior é o Internet, devemos desenvolver mais o lado direito do cérebro, lado das emoções, pensamentos não-lineares e das relações interpessoais.

Isso não quer dizer que o desenvolvimento do lado esquerdo deva ser esquecido, até porque as hipóteses levantadas pelo lado direito exigirão um esforço do lado esquerdo para tornar essas hipóteses em fatos.

Vale lembrar o que já escrevi em posts anteriores, o cérebro é um músculo que precisa ser exercitado, senão atrofia.



O DNA do Inovador
por Jorge Carvalho em 08 de Janeiro de 2010

Um artigo na HBR de Dezembro joga um pouco de luz no assunto Inovação. O artigo, escrito por Clayton Christensen, professor de Harvard, fala sobre a análise de um estudo de 6 anos que ele realizou. A ideia era tentar descobrir o que diferencia os líderes/empreendedores inovadores dos demais. Foram descobertas cinco habilidades que todos os inovadores possuem. Abaixo uma breve descrição de cada uma.

Habilidade 1 - Associação: Como o Steve Jobs costuma falar “Criatividade é conectar as coisas”. O estudo mostrou que a inovação muitas vezes acontece através da conexão de experiências ou conhecimento. Quanto mais diverso nosso conhecimento e experiências, mais conexões poderão ser feitas. O estudo mostrou que umas das experiências mais transformadoras na vida de pessoas inovadoras é passar por experiências internacionais e experimentar novas culturas. Nos “9 princípios de inovação do Google”, o princípio nº2 é “Ideias podem vir de qualquer lugar”

Habilidade 2 - Questionamento: O grande Peter Drucker já dizia que o importante não são as respostas certas mas saber fazer as perguntas corretas. Uma característica importante dos inovadores é questionar o capto quo. Não existe inovação sem as perguntas: Por que? Por que não? E se?

Habilidade 3 - Observação: Uma das filosofias da Toyota é “vá até o local e observe você mesmo”. Observar o usuário interagindo com o produto/serviço no dia a dia ajuda a descobrir insights que nunca teríamos fazendo pesquisas de mercado. O princípio de inovação nº6 do Google já diz tudo: Usuários, Usuários, Usuários.

Habilidade 4 - Experimentação: Thomas Edison costumava falar “Eu não fracassei. Apenas encontrei 10.000 maneiras que não funcionou”. O mundo é um laboratório. Empresas como o Google e Amazon conduzem centenas de pequenos experimentos todos os dias.

Habilidade 5 - Networking: Estamos falando de um tipo diferente de networking que costumamos ouvir por ai. O networking dos inovadores não é focado em se relacionar com o mercado ou cultivar o marketing pessoas. Eles buscam conhecer pessoas interessantes de diversas áreas e perspectivas. Um dos pontos importantes levantados pelo estudo é a participação em conferências como TED, Davos que sempre trazem insights valiosos. A inspiração de Michael Lazaridis, fundador da Research in Motion, para o aparelho de celular Blackberry aconteceu durante uma palestra da Coca Cola.

Imaginem dois profissionais de capacidade parecida. Damos a eles uma semana para criar uma nova ideia de negócio. O primeiro fica trancado no quarto pensando sozinho. O segundo, 1- fala com 10 pessoas (músicos, engenheiros, designers, economistas, etc) 2- visita 3 start-ups para observar como eles trabalham, 3- compra novos e inovadores produtos para experimentar, 4- mostra suas ideias e protótipos para várias pessoas e 5- Se pergunta “E se eu fizesse isso? Por que não tentar esse novo material? durante as quarto etapas anteriores.

Quem você acha que traria a ideia mais inovadora e viável?

Alguns dos empreendedores estudados: Steve Jobs (Apple), Jeff Bezos (Amazon), Marc Benioff (Salesforce.com), Herb Kelleher (Southwest Airlines), Peter Thiel (PayPal), Pierre Omidyar (eBay), Niklas Zennstrom (Skype), Michael Dell (Dell), Scott Cook (Intuit), entre outros.


A diferença entre líderes e gerentes

Publicado por marcelao em janeiro 2, 2009


Pessoal,
tem uma frase do grande Peter Drucker que diz : “Como gerente, você é pago para estar desconfortável. Se você está confortável, é um sinal seguro de que você está fazendo as coisas erradas.” Peço licença ao grande mestre, mas gostaria de corrigi-lo(quanta audácia da minha parte), na verdade, lideres é que são pessoas desconfortáveis e não gerentes.

O objetivo desse post é apresentar o que considero as principais diferenças entre ser um lider e ser um gerente.

Lideres não se conformam com o status quo, estão sempre em busca da melhoria contínua. Líderes estão sempre em busca de seus sonhos, afinal de contas, como seres humanos, somo definidos pelas causas a que servimos e pelos problemas que lutamos para superar. É a paixão em solucionar problemas extraordinários que cria o potencial de realizações extraordinárias. Eles fornecem uma constante possível de ser identificada em meio às rápidas mudanças fornecendo visão para orientar, paixão, integridade, autoconhecimento, confiança e ousadia. Ao contrário de gerentes, gostam de lidar com a incerteza com ousadia e coragem.

Líderes são aqueles que transformam o “OU” em “E”, ou seja, sabem conseguir resultados E ao mesmo tempo cuidar das pessoas, sabem promover a disciplina E a liberdade, sabem conciliar a inovação E a tradição. Gerentes, ao contrário dos lideres, conformam-se com o “OU” porque é muito fácil adotar esse tipo de pensamento, é muito fácil chegar para sua equipe e exigir que trabalhem todo final de semana para cumprir metas, uma vez que esse tipo de ação não exige muita imaginação e criatividade.


Lideres buscam resultados fazendo com que as pessoas se comprometam a agir convertendo seguidores em lideres, pois criam uma visão na qual as pessoas acreditam e, principalmente, conseguem transmiti-la com muita eficiência. Preocupam-se mais com o desenvolvimento das pessoas que o seguem transformando-os em agentes de mudança, ao contrário de gerentes que estão mais preocupados com a manutenção do seu poder institucionalizado.

Ao contrário de gerentes, lideres sabem que liderança não tem nada a ver com controle, comando e manipulação. Encaram a verdade de frente sem fugir as suas responsabilidades. Sabem delegar e, principalmente, COMO delegar. Preocupam-se mais com os resultados do que com os meios para se atingi-los, não se esquecendo nunca da ética. Tomam decisões sem restringir a autonomia dos outros participantes do grupo;


Lideres reconhecem a importância da comunicação eficaz valendo-se de analogias, metáforas e ilustrações vividas, bem como da emoção, confiança, otimismo e esperança. Sabem que o processo de comunicação envolve transmitir a mensagem, certificar de que ela foi recebida, compreendida, aceita e, principalmente, convertida em ação e em resultados.

Líderes são inconformistas por natureza e, por essa razão, estão sempre em busca de quebrar paradigmas, principalmente aqueles ilustrados pela famosa frase “Aqui sempre foi assim”.

Toda empresa precisa de pessoas inconformadas, portanto, toda empresa precisa de lideres. O problema é que em muitas empresas a criatividade do lider é encarada como uma tentativa de mudar aquilo que não precisa ser mudado, a persistência como teimosia e a personalidade como dificuldade de relacionamento.

Em resumo, a diferença entre líderes e gerentes é que o primeiro preocupa-se com perspectivas de longo prazo, não perspectivas de curto prazo, foca as pessoas e não os sistemas, desafio o status quo ao invés de aceitá-lo, e exerce confiança e não o controle.

A pergunta que fica é : Sua empresa está preocupada com a formação de líderes?



Gestão 2.0 : A diferença entre líderes e gerentes by Gary Hammel
Publicado por Marcelão em setembro 7, 2009


Para o professor Gary Hammel, a diferença básica entre líderes e gerentes é que líderes estabelecem uma visão e traçam o caminho para chegar até essa visão, enquanto gerentes gerenciam o status quo vingente sem pensar em mudanças. Líderes são agentes de mudança.

Nas organizações tradicionais, aqueles que se consideram lideres, na verdade são gerentes, tem seu poder derivado de suas posições na hierarquia da empresa. Em organizações inovadoras, o poder de um verdadeiro líder reflete o apoio dado livremente por seus pares e seguidores. Com esse perfil de liderança pelos pares, Gary Hammel citou Madre Teresa de Calcutá, Linus Torvalds (criador do Linux) e Jimmy Wales (fundador da Wikipedia).

No post, o professor apresenta uma reflexão sobre a distinção entre um líder intitulado (gerentes) e um líder natural, ressaltando que não são categorias mutuamente exclusivas, ou seja, você pode ser um líder natural e intitulado ao mesmo tempo. Voltando a reflexão, ele faz o seguinte exercício imaginário levando você a se perguntar sobre o seu papel no trabalho. Suponha que você, por um momento, já não tem qualquer autoridade posicional – você não é mais o líder designado de um projeto, um chefe de departamento ou vice-presidente. Não há título em seu cartão de visita e você não tem subordinados diretos. Suponhamos que você não tem nenhuma forma de penalizar aqueles que se recusam a fazer o que você pede, você não pode demiti-los ou reduzir seus salários. Diante desse cenário, o quanto você poderia ter feito em sua organização?

Para facilitar esse exercício, o professor apresentou perguntas para medir qual o percentual do seu poder e influência vem de :

- A sua posição na hierarquia da empresa (que inclui a capacidade de tomar decisões unilaterais e comprometer recursos);
- A sua capacidade de impor sanções (fazendo reprimendas, negando promoções, etc);
- O acesso privilegiado a informações, aos decisores e reuniões importantes?
E qual percentual recai sobre :
- Sua sabedoria amplamente reconhecida ou experiência?
- Sua visão, valores e traços de personalidade louváveis?
- As suas capacidades organizacionais(Incluindo sua capacidade para reunir opiniões, atrair recursos para trabalhar com você, etc)?

Em outras palavras, quanto de sua energia vem do que você é (o vice-presidente de RH, por exemplo), e quanto vem de quem você é (um solucionador de problemas criativos com uma grande rede pessoal)?

Em resumo e na minha opinião, a diferença entre líderes e gerentes é que o primeiro preocupa-se com perspectivas de longo prazo, não perspectivas de curto prazo, foca as pessoas e não os sistemas, desafia o status quo ao invés de aceitá-lo, e exerce confiança e não o controle.

A pergunta que fica é : Sua empresa está preocupada com a identificação e formação de líderes com esse perfil?



Nicholas Carr- Como se destacar na era do computador onipresente

Especialista na área de tecnologia da informação, o norte-americano Nicholas Carr fala a respeito do futuro

Especialista na área de tecnologia de informação, o norte-americano Nicholas Carr deu uma palestra no final do segundo dia da ExpoManagement 2009 a respeito do futuro nessa área. Algo que ele chama de “A era do computador onipresente”. Segundo ele, o mundo está em um processo de mudança. E, queira ou não, todos fazemos parte desse processo, mesmo que não possamos perceber o que está acontecendo. “A causa de tudo isso é que os computadores estão mudando. Eles estão mexendo com o mundo dos negócios e por isso, por meio da internet e softwares, afetam diretamente nossas vidas e suas essências”, afirmou.

Não faz 20 anos que a internet foi criada por um programador chamado Tim Berners-Lee. De acordo com o palestrante, apenas agora, às vésperas da segunda década do século 21, é que começamos a entendê-la e a ver as completas implicações dessa criação. “Antigamente, era apenas um monte de informação estática. Era bastante útil, mas só agora sabemos que ela é muito mais poderosa. É algo como um sistema de computadores. Quando acessamos a rede, não usamos apenas o que está no nosso micro, mas sim o que está à disposição em um enorme sistema de computadores. É o que chamo de ‘o computador onipresente´”, comentou.

Carr apresentou então o conceito da computação da nuvem, uma espécie de sinônimo para o que a internet é hoje, em que a rede funciona como um verdadeiro sistema operacional e compartilha ferramentas pela interligação de sistemas – como em uma nuvem. E, segundo ele, esse conceito vai mudar a natureza dos negócios de uma maneira muito significativa e importante. “Muita gente ainda pergunta: isso é real? Costumo dizer que quem achar que é irreal vai se enganar.”

Ele deu um exemplo prático de que essa revolução já está em curso. Antigamente, quem queria atualizar algum detalhe em um computador ou adquirir um software precisava se deslocar até uma loja para manter-se em dia com as novidades. Hoje, basta entrar em algum navegador da internet para encontrar aquilo que você procura, solicitar e receber a entrega em casa.

“Os consumidores já mudaram. Agora, as empresas estão vindo atrás. Para fazer a diferença, todas precisam aceitar que são também uma empresa de software, e não simplesmente daquilo que faziam antes.” Símbolo dessa situação é a criação cada vez maior de aplicativos para redes sociais e outros serviços online que pipocam cada vez mais no mercado. Um sinal de que as empresas começam a perceber que a computação da nuvem faz cada vez mais parte do foco e das estratégias. “À medida que mais pessoas têm acesso à internet, as companhias precisam investir cada vez mais em softwares para chegar onde estão seus clientes”, diz.

Trata-se do que o palestrante chama de “tecnologia de ruptura”, que promove um rompimento com as formas tradicionais de negócios. A princípio, parece algo capaz de ser ignorado e quem está por cima acha que aquilo jamais irá afetá-lo, mas logo começa a mexer na maneira como público se comporta. “Quando isso acontece, o mercado vira de cabeça para baixo”, alerta Carr. “E nos próximos 5 a 10 anos mais e mais rupturas vão mexer com as empresas, pois a democratização vai levar à inovação e cada indivíduo vai ter em casa um centro de dados ao alcance dos dedos. Alguém vai ter de observar isso tudo e saber como fazer isso se tornar útil.”

Um exemplo disso são o que o palestrante chama de “empresas sem funcionários”. Caso do Skype, que conta com 200 funcionários na folha salarial; do YouTube, com 60; do site CraigList, que tem 20; e de outros que chegam a funcionar até um. Elas trabalham com pouca gente e têm seus serviços desenvolvidos pelos próprios usuários a custo zero. Isso obviamente gera uma preocupação do ponto de vista dos empregos. “Quem trabalha numa empresa comum precisa ficar muito atento e preocupado com esse novo formato de negócio”, alertou.

A história deste século, diz Carr, tem a ver com o microcomputador e como ele vai mudar a maneira como empresa, clientes, empregadores e serviços se relacionam. “Quando pensamos nessa revolução, temos de perguntar se queremos romper com o sistema ou ser rompidos por ele. E tenho certeza que todos querem romper.”

(Fonte: ExpoManagement 2009)


O comunicador de valor da lugar ao criador de valor

O atual consumidor demanda profissionais que criem valor ao invés de meros comunicadores de valor

Tradicionalmente o vendedor sempre foi encarado como um agente cujo principal propósito era o de comunicar valor. Essa missão era típica de um contexto onde a organização vendedora tinha um poder de barganha maior perante a um cliente que, além de não ter muitas opções para atender suas necessidades, era muito mal informado. Em um ambiente onde a demanda é maior que a oferta, quem dá as cartas é quem está na ponta da venda e não é requerida uma sofisticação maior do processo comercial.

Atualmente essa dinâmica não é a mesma e isso, por si só, já não justifica o vendedor como comunicador de valor. Qual a utilidade de um agente com esse perfil já que o cliente encontra as informações que necessita a um clique?

Já em meados da década de 90, a Dell deu mostras das tendências desse processo ao realizar a substituição da presença física do vendedor pela automação do processo de compras de computadores pessoais. Até então o modelo utilizado pelo setor era o da venda do produto por meio de lojas especializadas e cadeias de varejo, onde sempre havia a presença do vendedor fisicamente. A Dell implantou o modelo de vendas à distância, fortemente baseado na Web, onde o cliente, se desejasse, poderia realizar todo processo de compra de forma autônoma, sem falar com um único representante da empresa.

A adoção desse modelo representou uma importante ruptura no modelo de negócios do segmento e rapidamente a empresa avançou na época no campo de empresas tradicionais do setor, como IBM e HP. A lógica por trás dessa bem sucedida estratégia é que o agente que não agrega valor é facilmente substituído por outro mais barato - neste caso representado pela tecnologia. A solução para essa dinâmica é nos prepararmos – e a nossa equipe - para uma migração da posição de comunicadores de valor para criadores de valor.

Assim a abordagem comercial (quarta fase do processo comercial orientado para o valor) deve ter como referência clara essa perspectiva: o vendedor como criador de valor ao cliente. Nessa posição o profissional é um agente que orquestra as demandas do cliente (provenientes de um diagnóstico apurado) com as potencialidades da organização que representa. Esse alinhamento é tangebilizado no desenho adequado de sua proposta de valor que deve ser apresentada ao cliente de forma clara. Com isso, todo o valor apresentado deve ser efetivamente percebido (lembre-se que aquilo que o cliente não percebe ele simplesmente ignora).

Essa é a visão moderna do papel do vendedor no ambiente organizacional. Tenho insistido que existe uma oportunidade – e uma demanda – para o profissional de vendas que tem um perfil muito mais alinhado a visão do gestor de negócios em detrimento do estereótipo clássico do vendedor tradicional. Para atingir esse objetivo é requerido que esse profissional adote uma série de competências complementares às tradicionais.

Em meu livro, “Vendas 3.0”, no capítulo “O perfil do supervendedor do século XXI”, me dedico a explorar essas competências que sumarizo a seguir:

Conhecimento da oferta
Pode parecer uma obviedade, mas é incrível como ainda nos deparamos com vendedores que não têm pleno conhecimento da oferta que comercializam. Essa habilidade é um pressuposto básico para o vendedor de sucesso e ponto.
Construção de relacionamentos

Construir valor com o cliente requer um nível de abertura importante no relacionamento entre as partes. Só assim o cliente ficará a vontade para discorrer sobre suas demandas e problemas sem insegurança. Confiança é a base para a construção de relacionamento com o cliente.

Capacidade de comunicação
Como um dos desafios que se coloca é mostrar de forma clara todo o valor desenvolvido para o cliente é imperativo que o profissional de vendas consiga articular adequadamente sua argumentação de vendas de forma estruturada e segura.

Orientação para resultados
Desconheço um vendedor excepcional que não se caracteriza pela busca incessante de resultados melhores. Em geral essa orientação é tão forte nestes profissionais que a busca pelo atingimento da meta não é sua principal motivação. A superação de seus próprios limites é o que mais lhe motiva.

Atitude empreendedora
Uma das características do ofício de vendedor é sua solidão. Ter uma atitude empreendedora significa a competência de atuar autonomamente, de forma proativa e buscando sempre a auto motivação com vistas a superar todas as adversidades que se colocam no dia a dia.

Você pode encarar esse leque de competências e imaginar que estou me referindo a um super-homem. É inegável que desenvolver essa série de competências se configura em um desafio dos mais complexos. Porém, não podemos nos abster dessa busca, pois as demandas corporativas só tendem a se acentuar. Uma das chaves para essa busca é a capacitação constante. Todo profissional – e isso não se restringe ao de vendas – deve ter uma atitude orientada a busca do conhecimento como uma constante em sua carreira. A boa notícia é que os benefícios provenientes desse comportamento serão perenes e lhe garantirão uma vantagem competitiva expressiva no mercado.

(Por Sandro Magaldi (diretor comercial da HSM do Brasil, Professor da ESPM e autor do livro Vendas 3.0 - Uma nova visão para crescer na era das idéias).


Gestão 2.0 : Por quê líderes criativos são tão raros?
Publicado por marcelão em julho 27, 2009

Pessoal,
encontrei no site da Harvard Business Review artigo do professor Navi Radjou, diretor executivo do centro de pesquisas sobre a Índia da Universidade de Cambridge, em que ele comenta uma palestra apresentada pelo Dr. Abdul Kalam, ex-presidente da Índia, com o título “Liderança criativa na economia do conhecimento Global”.

Na sua palestra, o Dr. Kalam discursou sobre as mudanças tecnológicas e sócio-econômicas ocorridas no mundo, como o deslocamento do centro de gravidade econômica e geopolítica do ocidente para o oriente, o ritmo acelerado de mudanças tecnológicas e a crescente escassez de recursos.

Diante desse cenário, Dr. Kalam argumentou que as empresas, bem como as nações precisam desesperadamente do que ele chama de “líderes criativos,” uma nova geração de líderes visionários e empáticos que agem menos como comandantes e mais como treinadores, menos como gerentes e mais como facilitadores, e que permitem o auto-respeito antes de exigir respeito.

A partir de sua experiência, o Dr. Kalam articulou os oito princípios fundamentais de uma liderança criativa que são críticos para a condução de inovação e de crescimento na economia do conhecimento:

- O líder deve estabelecer uma visão para a organização;
- O líder deve ter paixão para transformar essa visão em ação;
- O líder deve ser capaz de liderar em um mundo de incerteza;
- O líder deve saber como liderar tanto no sucesso quanto no fracasso;
- O líder deve ter coragem de tomar decisões;
- O líder deve ter nobreza ao liderar;
- Cada ação do líder deve ser transparente;
- O líder deve trabalhar com integridade e ter sucesso com integridade;

Para ilustrar seu ponto, o Dr. Kalam citou líderes que para ele lideravam imbuídos com estas oito qualidades. Por exemplo, quando Índia fracassou no lançamento do primeiro satélite missão em 1979, o presidente da agência espacial indiana, Prof Satish Dhawan assumiu total responsabilidade pela falha, embora o Dr. Kalam tenha sido realmente o diretor da missão. Mas no ano seguinte, quando alcançaram o sucesso ao colocar o primeiro satélite contruído na Índia em órbita, o professor Dhawan não compareceu à conferência de imprensa, mas sim o Dr. Kalam para quem ele pediu que compartilhasse a história de sucesso com a mídia, dando-lhe todo o crédito para o sucesso da missão.

O autor do artigo comentou sobre como a economia mundial mergulhou em uma profunda recessão ao longo dos últimos doze meses devido a uma falta de liderança criativa em toda a sociedade e política. A falta de transparência – e muito menos nobreza – foi gritante entre as instituições financeiras, que acabou por conduzir à sua queda. Além disso, recentes escândalos políticos nos fizeram lembrar da absoluta falta de integridade em todo o espectro político.

O autor espera que, à medida que vamos saindo da recessão econômica, as empresas e os cidadãos irão eleger líderes empresariais e políticos que pratiquem uma liderança criativa com nobreza e integridade, que procurem agir menos como comandantes e mais como facilitadores, que sejam dotados de uma bússola moral que lhes permite trabalhar com integridade – e ter sucesso com integridade.

Concordo em gênero, número e grau com o professor Navi Radjou. O tema competências dos líderes do futuro é recorrente aqui nesse blog e deveria ganhar importância maior nas empresas, se elas quiserem realmente tornar-se sustentáveis, conciliando competitividade com a ética.

Esse é mais um post que vai para a série “Gestão 2.0″.

E você leitor, quem você considera como líderes criativos que apresentam os princípios acima relacionados? Quais os passos que sua organização está tomando para produzir tais lideranças?



As sete leis da criatividade
Publicado por marcelao em maio 15, 2008


Pessoal,
como já foi colocado em outros posts nesse blog, vivemos uma mudança de época em que a competição entre as empresas está cada vez mais acirrada, e para sobreviver nesse ambiente de competividade, elas precisam inovar para sobreviver e obter vantagem competitiva.


Diante disso, reproduzo abaixo as sete leis da criatividade apresentadas por Rodrigo Lóssio no artigo “Um passo para a inovação”. No artigo, Rodrigo argumenta que não é mais possível admitir que, em pleno século XXI, uma empresa que almeja o sucesso não tenha como lema a inovação, mas que é preciso combinar esse principio com o principio do processo criativo e, só assim, as organizações continuarão a existir nas próximas décadas e, junto com outras ações estruturantes, manterem-se competitivas.

Esse ambiente exigirá que as empresas procurem trabalhadores com perfil mais empreendedor disposto a pertubar a ordem econômica com um novo produto ou serviço, tendo como base o processo criativo.

As sete leis da criatividade são :


1. Domine a auto-critica – A primeira e talvez mais simples providência que você pode empreender para melhorar a sua criatividade é entrar em contato com o seu senso de auto-avaliação;
2. Seja um entusiasta da mudança – A ligação entre criatividade e mudança é óbvia, pois é esse processo que permite a implementação das idéias criativas, às vezes em detrimento do já existente.
3. Busque o diferente – Não fique no usual : Leia assuntos diferentes, coma pratos exóticos, percorra caminhos alternativos, fale com pessoas de experiências diversas.
4. Persista – Chover no molhado é preciso. Faz parte da natureza o principio da seleção, quer seja de espécies, quer seja de idéias.
5. Aumente o seu conhecimento – Fator imprescindível a criatividade : o conhecimento formal e teórico ou o conhecimento tácito e prático de como fazer algo.
6. Distribua a sua criatividade – Faça com que pelo menos uma parte de seus esforços criativos beneficie outras pessoas além de você.
7. Sonhe com o impossível – Imaginar o futuro, por mais impossível, fantástico, ou aparentemente irrealizável que pareça, além de ser sedutor, é a marca registrada dos grandes inventores, e de alguns dos grandes gênios.


Avalie cada uma das leis e analise em quais você se encaixa. Depois estabeleça um plano para cumprir as demais. Lembre-se que inovar é o passo final de um longo caminho. Nas empresas trata-se de um processo longo, dificil e doloroso de mudança da cultura organizacional e que exige disciplina e determinação por parte de todos os níveis das empresas.


10 motivos para investir na comunicação com as mulheres

Veja por que algumas ações de marketing dão mais resultados quando são direcionadas ao público feminino.

Imaginem o seguinte roteiro de novela: por motivos de herança, uma mulher era feliz e sócia de uma empresa com o seu marido. Quando o companheiro morre, descobre que ele havia deixado o negócio para um filho que teve com uma de suas amantes. Choque! Ela reage, veste roupas masculinas, coloca uma barba postiça e vai à luta. Consegue, com o apoio dos demais sócios, destituir o herdeiro, com o argumento de que o rapaz era jovem demais para conduzir a companhia. Depois de 20 anos de uma administração altamente eficiente, morre e consagra-se pelo feito.

Essa história é real. O nome dela é Hatshepsut, filha de Tutmés I e meia-irmã e mulher de Tutmés II, que governou o Egito entre 1502 e 1482 a.C. utilizando barba postiça e roupas masculinas de faraó – veja o que elas têm de fazer nesse mundo machista para mostrar a sua competência! Lá se vão 3,5 mil anos de história para justificar os terninhos que elas usam hoje no exercício de funções executivas.

No início do ano, uma pesquisa revelou que nos próximos meses, nos Estados Unidos, as mulheres serão a maioria das pessoas empregadas formalmente. No Brasil, já representam 44% do mercado de trabalho, mas entre os profissionais com mais de 11 anos de estudo predominam, beirando o índice de 60%.

Poucos anos atrás, um banco solicitou à minha empresa que estudássemos as oportunidades de comunicação no ambiente seleto que é conhecido como "banco dentro do banco". Naquela época, as mulheres eram responsáveis por menos de 20% do volume de transações comerciais entre a população de maior poder aquisitivo, que são seduzidos com um atendimento diferenciado em uma área especial nas agências bancárias.

Algum tempo depois, apresentamos um documento radical no qual recomendamos que parassem de tentar falar com os homens e focassem somente nas mulheres. Em nossa investigação, descobrimos um fato incontestável: a enorme velocidade do crescimento da importância delas na transformação da sociedade contemporânea.

Cada vez mais rápido, passavam a interferir ativamente e positivamente nas mudanças sociais. Os dados que recolhemos mostravam que, mesmo que fossem muito diferentes entre elas próprias, apresentavam uma tendência contínua de comportamento. Por que, então, concentrar o foco da comunicação nelas?

Abaixo, uma lista com dez razões para isso:
1) Se os atributos do seu produto ou serviço fazem sentido, mas necessitam de alguma habilidade para serem percebidos, escolha uma comunicação inteligente e direcionada ao público feminino.

2) São mais exigentes no momento da compra inicial e compensam o investimento de tempo mantendo-se fiéis nas compras seguintes. Se a marca atender às expectativas mais elevadas das mulheres, responderá também às exigências dos homens.

3) Conquistam o poder de decisão cada vez mais rapidamente. No Brasil, sustentam sozinhas quase um terço dos lares. As que vivem sozinhas (solteiras, descasadas ou viúvas) têm renda 62% maior do que as acompanhadas.

4) São as maiores compradoras do planeta. Consomem muito mais do que os homens e ainda influenciam a decisão do que eles querem adquirir. As pesquisas apontam-nas como responsáveis por 80%, ou mais, do total das compras realizadas.

5) Porque "são detetives em exercício na maior parte das compras", diz Tom Peters. Apresente comparações com vários concorrentes importantes. Ao oferecer a informação, você direciona a perspectiva dela, acelera o seu processo de decisão e assume a transparência do negócio.

6) Porque buscam um relacionamento, uma conexão. Querem dialogar e não simplesmente negociar. São agregadoras e, ao saber que as amigas procuram um produto ou serviço, a probabilidade de recomendar marcas é três vezes maior que no caso dos homens.

7) São mais sensíveis à comunicação ambiental, mais receptivas em todos os canais sensoriais, prestam mais atenção ao contexto geral e são mais holísticas. Possuem maior visão periférica e valorizam ambientes prestativos.

8) Aceitam o apoio de um consultor. São duas vezes mais propensas que os homens a buscar suporte de um especialista. São investidoras mais cautelosas e confiam menos na sua própria habilidade.

9) Tendem a fazer mais o dever de casa do que o sexo oposto, pois são mais responsáveis. Pesquisam mais antes de investir e são mais pacientes e analíticas.

10) Ainda não são completamente compreendidas. Não querem produtos diferentes dos oferecidos aos homens, mas querem ser atendidas de modo distinto. O atendimento personalizado é mais importante do que o desempenho do produto ou serviço.

Se eu tivesse de resumir tudo, diria que as mulheres só querem respeito e, obviamente, todos os procedimentos culturais e sociais necessários para que essa atitude exista. Elas desejam não necessitar se travestir para trabalhar, partilhar o poder, consumir ou construir uma família digna. Querem que seus atributos femininos bastem para serem verdadeiramente protagonistas de um futuro melhor.

"Muitos e muitos anos atrás, quando eu começava a minha carreira de jornalista, uma pessoa muito querida afirmou numa coluna que eu "escrevia igual a um homem". O contexto da nota era altamente elogioso. Passei muito tempo refletindo sobre como deveria ler aquela frase, que eu recebera com gratidão, sabendo que tinha sido redigida de coração aberto por alguém cheio de carinho e boas intenções. Hoje penso que isso deve ter sido meu primeiro grande exercício em compreensão e, quem sabe, sabedoria: receber um insulto como se elogio fosse", escreveu a jornalista Ana Maria Bahiana, no Dia Internacional da Mulher, na segunda-feira 8 de março de 2010, sobre a conquista dos Oscars de melhor direção e melhor filme por Kathryn Bigelow, a primeira diretora de cinema a realizar tal façanha.

Rique Nitzsche (Diretor de criação e gestor de projetos da AnimusO2, agência especializada em Shopper Inovation)

(Fonte: HSM Online)



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Entrega do Prêmio Rosani Cunha acontecerá no dia 25 de março

19/03/2010

Iniciativa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), o Prêmio Rosani Cunha de Desenvolvimento Social foi criado para dar visibilidade e reconhecer boas práticas desenvolvidas nas áreas de assistência social, transferência de renda e segurança alimentar e nutricional

Foto: Bruno Spada/MDS
Iniciativas da área de segurança alimentar também podem ser premiadas

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) já está com tudo pronto para a cerimônia de entrega do Prêmio Rosani Cunha. O evento acontecerá na próxima quinta-feira (25/3), no Memorial JK, em Brasília, e contará com a presença do ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias.

Foram selecionados 12 finalistas responsáveis por ações na modalidade Práticas de Governos Estaduais, Municipais e do DF – sendo quatro de governos estaduais ou do DF e oito de governos municipais. Na modalidade Práticas da Sociedade Civil, quatro iniciativas conseguiram se destacar. Também são finalistas cinco estudos acadêmicos – sendo três na categoria profissional e dois na categoria estudante.

Serão premiados, com a participação em missão internacional (com duração máxima de cinco dias) e missão nacional de intercâmbio (com duração máxima de quatro dias), os seguintes casos:
a) os dois primeiros colocados entre as práticas de governos municipais;
b) o primeiro colocado entre as práticas de governos estaduais e do Distrito Federal;
c) o primeiro colocado entre as práticas da sociedade civil organizada;
d) primeiro colocado entre os classificados na categoria profissional e o primeiro colocado entre os classificados na categoria estudante da modalidade estudos.

Iniciativa do MDS, a premiação tem como objetivo dar visibilidade e reconhecer boas práticas desenvolvidas nas áreas de assistência social, transferência de renda e segurança alimentar e nutricional.

Rosani Cunha – O nome do Prêmio foi escolhido em homenagem à ex-secretária nacional de Renda de Cidadania, Rosani Cunha, falecida em acidente de carro, em novembro de 2008. Durante a solenidade de lançamento da iniciativa, que contou com a presença de todos os secretários do MDS, o ministro Patrus Ananias lembrou a ex-secretária Rosani Cunha. “Estamos homenageando uma pessoa que foi um modelo, exemplo de servidora pública, dedicada, competente, transparente e ao mesmo tempo tocada por um profundo sentimento de amor ao povo, às pessoas, especialmente aos pobres”, comentou. O ministro disse que o prêmio é uma conquista daqueles que vêm construindo o ministério ao longo de quase seis anos. “E nós estamos integrando essas ações e, inclusive, estabelecendo um prêmio que não é especifico para nenhuma área, mas que contempla a ideia do desenvolvimento social na sua amplitude”, destacou.

Com o tema Ações Integradas para a Proteção e Promoção Social, o concurso - que tem patrocínio da Caixa Econômica Federal – foi criado com o propósito de articular e integrar o debate e as reflexões entre pesquisas e estudos sobre a questão do desenvolvimento social e as práticas coordenadas por governos e pela sociedade civil organizada. “Com essa iniciativa, nós queremos consolidar as experiências e avanços realizados ao longo dos últimos quatro anos, dando uma conotação de integração das ações e das políticas sociais, na medida em que temos um público que precisa de serviços, projetos e programas capazes de atender a necessidades diversificadas em cada região do Brasil”, ressalta a atual secretária nacional de Renda de Cidadania do MDS, Lúcia Modesto.

Mais informações sobre os critérios de seleção do Prêmio Rosani Cunha estão disponíveis em: Anunciado os 21 finalistas do Prêmio Rosani Cunha

(Fonte: MDS-Fernanda Souza)


Palavras para Rosani Cunha
Por Redação
Publicado em 25 de março de 2010


Leia aqui a homenagem do ministro Patrus Ananias à secretária de Renda de Cidadania do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Rosani Cunha, que deu nome ao prêmio instituído pelo MDS e entregue nesta quinta-feira a iniciativas voltadas para assistência social, segurança alimentar e nutricional, transferência de renda e inclusão produtiva:

A coisa mais desagradável da aventura humana é a morte. Manuel Bandeira chamou de “a indesejada das gentes”. O grande memorialista mineiro Pedro Nava não admitia a morte. A relação dele era de total rejeição. Meu pai também não aceitava a morte. Para morrer aos 90 anos, ele teve que esquecer um pouco, para aceitar o limite da condição humana. Meu pai não ia a velório, essas coisas. Eu estava lendo um romance e tinha uma frase que dizia: “Os mortos me parecem tão irremediavelmente mortos”. Eu comentei isso com ele e ele disse: “É isso. É exatamente isso”.

Agora, tem outro lado também: primeiro, é inevitável. Não tem jeito, morreremos todos. Uns vão mais cedo, outros resistem mais. Mas temos todos um encontro marcado com a morte. O limite temporal é inevitável. Pode-se viver até 115, 120 anos, mas morre. E não vamos falar em fazer cópia da gente, em clonagem. Eu vi em Uberaba, numa Associação de Pesquisa dos Criadores de Zebu com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), tinha uma novilha igualzinha à mãe. Assexuada.

Dentro dessa condição, acho que a gente deve enfrentar a morte num sentido mais afirmativo. Primeiro, nós temos que mobilizar todas as nossas energias, todos os recursos possíveis – financeiros, humanos, tecnológicos, a bondade humana, os melhores sentimentos – para afastar o máximo possível o fantasma da morte. Temos que travar uma luta implacável para que ninguém morra precocemente, prematuramente, injustamente, violentamente. Uma sociedade razoável, à altura dos melhores sentimentos humanos, é uma sociedade que faz um pacto pela vida. A vida como valor fundamental. Todos os demais valores devem estar subordinados a ele: o dinheiro, a propriedade, os bens materiais. Subordinados ao direito à vida e à expansão das potencialidades humanas.

A vida é uma dimensão pessoal de cada um, mas a vida é também uma dimensão mais coletiva, a dimensão familiar, a dimensão comunitária, a dimensão nacional e até o limite mais amplo da dimensão internacional, mundial, planetária.

É claro que o direito à vida é uma abstração. Ele se traduz na prática, no dia a dia. As pessoas são concretas. O direito à vida é o direito à comida, à alimentação, que nós defendemos tanto, com qualidade, quantidade e regularidade, e que agora no Brasil é um direito constitucional. O direito à vida é o direito ao trabalho, à água potável, ao saneamento básico, à educação de qualidade.

O ser humano tem também a dimensão do corpo, da ampliação de suas possibilidades, o mistério da nossa mente, o consciente, o inconsciente, é a dimensão espiritual, a dimensão da cultura, a dimensão da participação política, do exercício dos direitos e deveres da cidadania.

Nos meus tempos de professor eu falava com meus alunos que, na teoria, o direito mais importante é o direito à vida, mas na prática é o direito à propriedade. O mais protegido. Nós temos que inverter isso. Claro que a propriedade é uma conquista histórica, civilizatória, sobretudo quando buscamos, além do direito de propriedade, o direito à propriedade. O direito de que todos sejam proprietários, da sua casa, da sua terra, do seu trabalho, dos seus equipamentos, e com isso possam desenvolver suas potencialidades pessoais, familiares.

Uma das mortes que mais me impactaram foi a morte da Rosani. Até hoje. Mas eu consegui transformar, assimilar. Dela e de outras pessoas. Mas pra mim a Rosani está viva. Ela está naquele ministério comigo o tempo todo. Até na hora que eu vou fazer o lanche, que nós dividíamos. É igual a outro grande amigo que eu tive, o Zé Maria Cançado, que morreu cedo, aos 54 anos, quatro anos atrás. Eu estou lendo Proust e peço a ajuda do Zé.

O importante é nós não deixarmos as pessoas morrerem. É o mistério da ressurreição aqui e agora. Uma pessoa como a Rosani não pode cair no esquecimento. Tem que falar dela, lembrar dela, ficar emocionado, chorar, mas não pode esquecer. Não pode deixar a Rosani morrer.

Quando a gente lembra o que a Rosani fez, a dimensão maior do mistério cristão da ressurreição de Jesus, segundo até alguns autores não cristãos, materialistas, foi que os apóstolos não aceitaram que Jesus tivesse morrido. O sujeito era tão bom, tão bom, que nós não podemos deixá-lo morrer. Temos que multiplicar a obra dele, o testemunho dele, pelo mundo afora.

A Rosani tem uma trajetória na vida absolutamente singular. Esta homenagem que nós estamos prestando a ela e tantas mais que ela já recebeu e ainda vai receber são absolutamente justas e sempre ficam aquém do que ela fez. Como gestora, como pensadora, como mulher, como mãe, filha, irmã, amiga, companheira, militante social, o compromisso da Rosani com a vida, com a vida dos pobres, a construção do Bolsa Família com toda a equipe dela, que a gente homenageia na pessoa da Lúcia Modesto… Nós enfrentamos dificuldades. Não se constrói um programa como o Bolsa Família de uma hora pra outra. São mais de 12 milhões de famílias pobres em todos os municípios do Brasil. O programa hoje é uma referência nacional e internacional. Isso tem a marca da Rosani Cunha. (Patrus Ananias)

(Fonte: Blog do Patrus )


Ministro Patrus Ananias inaugura CRAS em Paraguaçu e Pouso Alegre (MG)
25/03/2010

Nesta sexta-feira (26/3), às 9h30, o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, estará em Minas Gerais, onde inaugura um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) em Paraguaçu, pela manhã, e outro em Pouso Alegre, às 14h. No final do dia, o ministro participa de debate sobre políticas sociais em Extrema, no Sul do Estado.

Em Minas Gerais, já existem 408 CRAS que recebem confinanciamento do ministério. Com as inaugurações de hoje, este número chega a 410. Em todo o País, há 5,8 mil desses centros, distribuídos em mais de 3,8 mil Municípios. São unidades públicas que funcionam em áreas com maiores índices de vulnerabilidade e risco social, destinadas à prestação de serviços e programas socioassistenciais.

MDS em números - O MDS repassa, anualmente, R$ 3,38 bilhões para Minas Gerais, beneficiando 8,1 milhões de pessoas com programas de transferência de renda, assistência social e segurança alimentar. São 1,1 milhão de famílias mineiras recebendo o Bolsa Família, com repasse de R$ 94 milhões em janeiro deste ano.

O Estado possui ainda 3,5 mil agricultores no Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA – Compra Direta) e 5,1 mil produtores no PAA Leite e 13 Restaurantes Populares em funcionamento, servindo diariamente mais de 30 mil refeições de qualidade a baixo custo, além de oito Bancos de Alimentos em funcionamento e beneficiando 160,5 mil pessoas. Na área de assistência social, Minas Gerais tem 49,7 mil crianças e adolescentes inscritos no Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), 352,8 mil idosos e pessoas com deficiência recebendo R$ 1,9 bilhão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de 408 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) - sem contar os inaugurados nesta semana - e 110 Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS).

(Fonte : MDS-Roberta Caldo)
Ações no Sul de Minas

Por Redação
Publicado em 26 de março de 2010

Em viagens esta semana a diversos pontos de Minas, o ministro Patrus Ananias inaugurou o primeiro Restaurante Popular de Alfenas (cofinanciado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, o MDS) e dois Centros de Referência de Assistência Social, em Paraguaçu e Pouso Alegre. Em Varginha, participou do 92º Encontro de Prefeitos das Cidades Polo de Minas Gerais.

Em Alfenas, na inauguração do Restaurante Zélia de Assis Canavez, Patrus explicou que a casa faz parte de uma rede de equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional do MDS, que inclui ainda Bancos de Alimentos e Cozinhas Comunitárias.

Em Paraguaçu, o ministro contou a história de Silvia de Lima Gonçalves, mãe de João Gabriel, de 12 anos, que tem paralisia cerebral e recebe o Benefício de Prestação Continuada de Assistência Social (BPC).

Em Pouso Alegre, Patrus falou sobre os avanços das políticas sociais que ajudam a superar a fome e diminuir as desigualdades. “Estamos viajando por Minas e pelo Brasil e vemos brilho nos olhos, esperança nos corações. Novos horizontes estão se abrindo para os nossos jovens”.

Foto: Varginha (MG) – Patrus Ananias, ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, participa do 92º. Encontro de Prefeitos das Cidades Pólo de Minas Gerais – Bruno Spada/MDS

(Fonte: Blog do Patrus)

Virada econômica em 2009

Por Redação
Publicado em 27 de março de 2010

Foto: Presidente Lula e a ministra Dilma Rousseff durante cerimônia de inauguração e entrega de unidades habitacionais do PAC Saneamento e Habitação na Vila Vicentina, Osasco, SP – Ricardo Stuckert/PR

A recuperação econômica do Brasil durante a crise desencadeada nos mercados internacionais em 2008 foi tema do artigo que o presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Marcio Pochmann, publicou nesta quinta-feira (25), no jornal Valor Econômico.

Ele explica que, diferentemente do receituário governamental aplicado durante a crise de 1998 (menos grave que a mais recente), os investimentos feitos em 2009 ajudaram na recuperação do País.

Confira a seguir a íntegra do artigo

A virada de 2009

No final de 2008, a irrupção da maior crise internacional desde a Grande Depressão de 1929 interrompeu o mais longo ciclo de expansão de investimentos no Brasil depois do milagre econômico do começo da década de 1970. De fato, os investimentos como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) foram reduzidos em 9,9% no ano passado, após o ritmo de crescimento quase três vezes superior à expansão da produção nacional iniciada em 2004. Pelas informações do IBGE, contudo, o segundo semestre de 2009 indicou uma considerável recuperação econômica, não somente pela ocupação da capacidade instalada, mas também pelos investimentos, capazes de permitir que o PIB deste ano cresça acima de 5%.

Se diante da grave crise internacional de 2008, o Brasil tivesse optado por repetir o receituário governamental similar ao adotado durante a crise financeira de 1998 (de menor proporção), o comportamento econômico e social nacional teria sido bem diverso do que foi constatado em 2009. Ao invés da situação de relativa estagnação da produção nacional no ano passado (variação negativa de 0,2% em relação a 2008), o Brasil teria passado, provavelmente, por uma profunda recessão econômica, ao redor dos -5%.

Isso porque em 1998 o país encontrava-se iludido pela perspectiva da Alca (Acordo de Livre Comércio das Américas), o que implicava, entre outras coisas, a maior concentração das exportações nacionais aos países ricos. Ou seja, o Brasil seguiria na mesma direção do México, que em 2009 registrou mais de 80% do seu comércio externo com os Estados Unidos. Com a crise de 2008, cujo epicentro foi nos países ricos, a forte queda nas exportações mexicanas para os Estados Unidos propulsionou recessão econômica ainda maior, próxima de 7% no ano passado. O Brasil, contudo, mudou a sua trajetória externa a partir de 2003, o que permitiu diversificar os parceiros comerciais e reduzir o peso relativo dos países ricos nas exportações, caindo de mais de 2/3 para atuais menos de 50%. Mesmo com a diminuição das exportações de bens e serviços em 10,3% em 2009, enquanto componente da demanda agregada, observa-se que seu impacto terminou sendo relativamente mitigado pelo avanço do comércio exterior com nações do âmbito Sul-Sul.

Da mesma forma, nota-se que na crise financeira de 1998, a concepção governamental prevalecente era a de que o Estado se constituía na parte principal dos problemas da época. Por isso, as opções de política econômica e social entre 1998 e 1999 se concentraram adicionalmente na asfixia do setor público, por meio da contenção do gasto público (custeio e investimento), bem como da elevação da carga tributária em relação ao PIB (em 4,5%), como forma de financiar o pagamento adicional dos encargos do endividamento público originados pelo brutal aumento da taxa de juros em 136,8% (de 19% para 45%). Nessas circunstâncias, as empresas e bancos públicos foram ainda mais estrangulados, com corte de 16,6 mil funcionários públicos federais, enquanto a política social seguiu contrária a sua ação compensatória sobre os efeitos da crise. O tranco econômico e a mordaça do Estado resultaram em elevação do desemprego e da taxa de pobreza, que passou de 49,7%, em 1998, para 53,5% dos brasileiros (aumento de 7,6%).

Na grave crise internacional de 2008, a concepção governamental predominante foi outra. Ou seja, o Estado seria parte fundamental da solução dos problemas. Coube ao Estado atuar estratégica e ativamente na adoção de medidas que permitissem reduzir a carga tributária em 1,6% (de 34,8% do PIB, em 2008, para 34,3%, em 2009), sem contração das despesas públicas fundamentais diante da diminuição dos gastos financeiros – possibilitada pela prévia queda na taxa de juros em 36,4% (de 13,7%, em 2008, para 8,75%, em 2009).

Ademais, houve o imediato reforço das empresas e bancos públicos, com a garantia de recursos adicionais para ampliação do orçamento do BNDES, bem como do reposicionamento da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, que atuaram de forma anticíclica diante do encolhimento do crédito nos bancos privados. Com isso, o conjunto das operações de crédito do sistema financeiro nacional não foi reduzido em relação ao PIB, conforme a queda de 4,3% verificada em 1999 (de 28,1% do PIB, em 1998, para 26,8%, em 1999). Também as empresas públicas como Eletrobrás e Petrobras deram sequência ao planejamento de maior prazo reavivado pelo Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), que desde 2007 focou na ampliação dos investimentos, sobretudo em energia e infraestrutura nacional e, mais recentemente, em habitação popular.

Para além do importante papel das decisões governamentais inovadoras na economia, convém destacar a ousadia nas políticas de renda adotadas na última crise internacional. De um lado, a elevação do valor real do salário mínimo em 5,8% no ano de 2009, contra apenas 0,7% em 1999. Por consequência, o impacto favorável para os beneficiários das políticas sociais (aposentados e pensionistas da Previdência Social), que tiveram ampliações no valor do benefício. Assim também houve aumento no quantitativo de atendidos pelo programa Bolsa Família e pelos receptores do Seguro Desemprego ao longo de 2009.

Por força disso, as famílias agregaram, em média, R$ 2,8 mil em 2009 (acréscimo no consumo das famílias em R$ 160 bilhões). Idêntico procedimento anticíclico não se verificou por parte do governo há dez anos. De outro lado, percebe-se que a orientação governamental em defesa da produção doméstica correspondeu ao maior estímulo à geração de empregos formais (saldo líquido de quase um milhão de novas vagas em 2009, contra redução de 190 mil postos de trabalho em 1999), bem como a contenção mais rápida do próprio desemprego. Diante disso, o Brasil entrou mais tarde e desvencilhou-se mais cedo da contaminação da crise internacional. A pobreza encolheu, uma vez que mais de 500 mil brasileiros abandonaram essa situação nas regiões metropolitanas, enquanto a desigualdade de renda do trabalho caiu 0,4%. Até a inflação não subiu, mesmo com a desvalorização cambial ocorrida em função da crise, pois terminou regredindo de 5,9%, em 2008, para 4,3%, em 2009. Na época da crise financeira de 1998 e 1999, a taxa de inflação subiu de 1,7% para 8,9%.

Sem a crise de 2008, o Brasil, possivelmente, não precisaria ter tomado medidas ousadas, que terminaram por solapar a lógica do tratamento da recessão econômica por meio das receitas neoliberais. É por isso que 2009 se tornou o ano da virada que consolida outro caminho de desenvolvimento que não seja o da reprodução do passado.

Marcio Pochmann é presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), professor licenciado do Instituto de Economia e do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Escreve mensalmente às quintas-feiras.

(Fonte: Blog do Patrus)

Queda na desigualdade de renda

Por Redação
Publicado em 28 de março de 2010


Em artigo publicado esta semana no jornal Valor Econômico, o economista Marcelo Neri analisa a queda na desigualdade de renda no País mesmo durante a crise econômica.

Confira a íntegra do texto.

Ano I depois da crise: desigualdade ainda em queda
Marcelo Neri

Meu artigo anterior neste espaço fez um balanço do bolso dos brasileiros em 2009. Começamos janeiro com forte deterioração de todos os indicadores baseados em renda per capita seguida de paulatina recuperação de tal sorte que terminamos o ano num nível similar ao do ano anterior. Esse empate com muitos gols acontece para uma vasta gama de indicadores: média (-0,38%) e desigualdade de renda (0%), participação das classes AB (2%), C (-0,4%), D (1,48%) e E (-1,5%), esse último equivalente à proporção de pobres.

Apesar da restrição da cobertura geográfica e de fontes de renda dos dados do trabalho nas seis principais metrópoles brasileiras, a Pesquisa Mensal do Emprego (PME) é um bom previsor da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). Essa aderência não se deve apenas por cobrir 80% das rendas PNAD, mas pelo fato de a renda de programas sociais e aposentadoria ter acompanhado de perto nos últimos anos o boom trabalhista. A PME permite a partir de amostras de mais de 100 mil entrevistados a cada mês antecipar em 18 meses a divulgação das estatísticas pnadianas.

Volto ao mesmo ponto, não por falta de assunto, mas pela inflexão observada: ao confrontar janeiro de 2010 com janeiro de 2009, encontramos resultados bastante distintos da comparação entre dezembro de 2009 e dezembro de 2008. Conforme o gráfico demonstra, voltamos ao ritmo de melhora das séries expressas em termos de crescimento anualizado, similar ao do período pré-crise, compreendido entre dezembro de 2002 e dezembro de 2008. Senão vejamos: a classe E cai num ritmo um pouco menor agora (-7,95% agora contra -8,28%). Já a classe D cai mais agora (-4,57% contra -2,39%). Olhando mais ao topo da distribuição, a classe C sobe a uma velocidade menor agora (3,15% contra 3,82%), mas a classe AB mais rápido (5,5% contra 4,17%). Ou seja, saímos do marasmo da crise para o ritmo da pequena grande década ocorrida entre 2003 e 2008. Toda diferença provém de trocar a passagem entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009, quando a crise chegou com a força de uma ressaca, as nossas séries pela de dezembro de 2009 para janeiro de 2010. Nesse sentido, estamos completando um ano depois dos efeitos da instabilidade partirem do bolso do brasileiro. Completamos o Ano I Depois da Crise (DC).

A crise não foi nem marolinha nem tsunami, mas ressaca tão forte quanto passageira. Do estouro da crise lá fora em 15 de setembro de 2008 até a chegada nas séries da PME, demorou três meses e meio, defasagem similar à da chegada da crise asiática em setembro de 1997 às mesmas séries. A diferença é que o efeito da última persistiu por cinco anos em nossas séries, e o da crise recente começou a ser revertido um mês depois. Mas o que explica a retomada recente? Não foi a média de renda per capita, que sobe 0,9% nos últimos 12 meses, contra 3,2% do período pré-crise. Foi a desconcentração de renda. Por exemplo, o Índice de Gini, que piorou em janeiro de 2009 (+2,5%) e depois cumpriu à risca o script de empate, com variação nula de dezembro de 2008 a dezembro de 2009, sofre variação de -1,8% na comparação dos últimos 12 meses, em ritmo superior à de -1,5% ao ano do boom anterior, conhecido aqui e alhures como da queda da desigualdade brasileira.

Como cada medida de desigualdade encerra julgamento de valor específico associado a função bem-estar social da qual ela é derivada, convém checar a robustez dos resultados. O índice de Theil-T, mais sensível a mudanças ocorridas na cauda inferior da distribuição de renda, cai 3,2% ao ano entre dezembro de 2002 e dezembro de 2008, enquanto de janeiro de 2009 e 2010 o mesmo cai 7,2%, indicando aceleração da queda de desigualdade brasileira. Esse ponto merece destaque pois talvez a maior inovação brasileira na década passada foi a desconcentração da renda. Os dados do período pós-crise sugerem continuidade dessa tendência equalizadora de resultados.

Complementarmente, as séries de nível e desigualdade de anos de escolaridade plantadas no passado, que constituem os melhores previsores da distribuição de renda disponíveis, sugerem colheitas de resultados trabalhistas mais equânimes no futuro. Aos céticos pelo baixo nível da quantidade e da qualidade educacional brasileira vigente: o que importa ao crescimento são as melhores obtidas. A única vantagem de um país distante das fronteiras de equidade e de eficiência é a capacidade de progredir, sem dilemas. Estamos para experimentar o nível mais baixo de desigualdade de nossas séries históricas, que se iniciam com o Censo de 1960. À luz das evidências internacionais, temos ainda um substancial excesso de desigualdade, sem dúvida, mas aí justamente reside o nosso diferencial de capacidade de melhora.

Marcelo Côrtes Neri, economista-chefe do Centro de Políticas Sociais e professor da EPGE, Fundação Getulio Vargas. Autor dos livros “Ensaios Sociais”, “Cobertura Previdenciária: Diagnóstico e Propostas” e “Microcrédito, o Mistério Nordestino e o Grammen Brasileiro”.


Números do IBGE apontam crescimento vigoroso do PIB para 2010

Extraído de: Aloizio Mercadante - Março de 2010

O resultado do PIB brasileiro em 2009, divulgado nesta quinta-feira (11/03) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), constatou o recuo de 0,2% ao longo do ano e que o conjunto de riquezas do Brasil, o Produto Interno Bruto, avançou 2% no último trimestre do ano passado. Esse resultado anual reflete o impacto interno causado pela crise global de 2008, mas garante ao Brasil melhor desempenho que inúmeros países desenvolvidos ou em desenvolvimento. O PIB caiu 2,4% nos Estados Unidos; 5% no Japão; 7,9% na Rússia; 2,6% no Canadá; 6,5% no México; 3,3% no Reino Unido; 2,2% na França; 2,7% em Portugal; 3,6% na Espanha e 5,1% na Itália.

A recuperação do país se confirma com as projeções de crescimento em torno de 5% para este e com o resultado de vários setores da economia. Houve vendas recordes da indústria automobilística, geração de emprego e aumento das vendas do comércio entre janeiro e março de 2010, segundo o IBGE. Isto, porque foi notado um crescimento de 6,6% na formação bruta de capital fixo na comparação com o terceiro trimestre do ano passado.

Na prática, a formação bruta de capital fixo significa que as indústrias retomaram o investimento de suas fábricas para produzir mais e vender mais, o que significa a abertura de novos postos de trabalho além daqueles existentes.

A indústria paulista, por exemplo, registrou salto positivo de 23 mil vagas em fevereiro. Segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), o desempenho de fevereiro foi o melhor da série histórica iniciada em 2006. Em janeiro, 11 mil novos postos de trabalho haviam sido criados. O IBGE constatou que a produção industrial cresceu em 13 das 14 regiões pesquisadas.

Mercado Interno - Ao investir na produção, a partir de setembro de 2009, as indústrias passaram a refletir na vida real a superação da crise, que se materializou na retração econômica como o IBGE apurou. A recuperação da economia brasileira, com as medidas anticíclicas adotadas pelo governo Lula, entre elas o reforço do mercado interno, contribuiu para que as vendas do comércio tivessem crescimento de 10,4% em janeiro deste ano.

Esse desempenho pode ser explicado pelo aumento de 5,3% na massa salarial dos trabalhadores em relação a janeiro de 2009, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE. O desempenho do comércio varejista cresceu 2,7% ante o mês de dezembro e 12,3% na comparação com igual período do ano passado.

Conforme o IBGE, com mais dinheiro no bolso as pessoas consumiram mais nos hipermercados e supermercados, com a compra de alimentos, bebidas e fumo. Nas lojas de departamentos, as pessoas continuaram comprando eletrodomésticos e produtos eletrônicos. A alta foi de 17,7% no volume de vendas em relação a janeiro de 2009 por causa do fim da redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

O setor de material de construção, que havia registrado queda nas vendas, da ordem de 5,9% ano passado, se recuperou pelo terceiro mês consecutivo, com vendas 9,5% maiores na comparação anual.

Crédito e poupança - Se o mercado interno contribuiu para o Brasil sair mais rápido da crise, o aumento do crédito para as pessoas teve peso importante, com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal batendo recordes de volume emprestado. O índice de inadimplência ficou em torno de 6%, segundo o Banco Central. Mas o que chama atenção é o indicador da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e do Sistema de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), apontando que 52,1% dos inadimplentes devem valores abaixo de R$ 100,00. Do total, 29,76% dos consumidores devem até R$ 50,00 e 23,15% têm dívidas de R$ 100,01 a R$ 250,00.

Outro ponto que foi refletido pelo aumento da renda é que as cadernetas de poupança registraram em janeiro e fevereiro sucessivos recordes de captação positiva, ou seja, as pessoas guardaram mais dinheiro do que sacaram para pagar as despesas elevadas de início de ano um fato atípico. A captação líquida em fevereiro, segundo o Banco Central, foi de R$ 2,327 bilhões, resultado da diferença entre os depósitos de R$ 80,605 bilhões e os saques, de R$ 78,277 bilhões.

Para que o desenvolvimento desse cenário de crescimento seja sustentado com equilíbrio, o diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, João Carlos Ferraz, afirmou que se ao longo do tempo o País conseguir melhorar a qualificação da mão-de-obra, as competências das pessoas e a capacidade das empresas, o cenário será ainda mais favorável.

Ao participar nesta semana da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social (CDES), junto com o diretor do BNDES, o economista da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), Ricardo Bielschowsky, destacou que o desenvolvimento do mercado interno e o consumo de massa apresentam resultados virtuosos, mas é necessário que o governo continue distribuindo renda e gerando empregos.

A energia, item de infraestrutura fundamental para o crescimento e que as indústrias dependem para continuar a produzir, o Brasil terá de sobra, como observou. O economista da OCDE recomendou que o governo fique atento à atuação brasileira no mercado externo.

Mercado Internacional - Na segunda-feira (08/03), a Organização Mundial do Comércio (OMC) divulgou um informe conjunto com a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad), em que destaca a performance do Brasil e da China na recuperação pós-crise. As organizações alertam que não tem ocorrido nenhuma intensificação importante de restrição ao comércio ou aos investimentos, mas o G-20 (grupo de vinte países que foi criado no auge da crise e que teve participação ativa do presidente Lula) deve permanecer em alerta.

"As elevadas taxas de emprego e as incertezas sobre o crescimento mundial fazem com que os governos do G-20 permaneçam em alerta e contra o protecionismo. Os três organismos têm pedido aos dirigentes do G-20 que fechem um compromisso firme em favor da abertura dos mercados e contribuam para a conclusão da Rodada de Doha", diz a abertura do documento.

Vários países têm recorrido à OMC para proteger seus mercados e o Brasil mantém sua posição contrária aos subsídios agrícolas oferecidos por alguns países desenvolvidos. Contra os Estados Unidos, ganhou a disputa sobre o algodão.

Diante desse cenário onde a posição dos organismos é contrária à imposição de barreiras no comércio exterior que o Brasil deverá registrar uma safra recorde de grãos.

Estimativas do IBGE apontam crescimento de 8,5% (143,8 milhões de toneladas), outro recorde a ser batido. Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, as exportações representarão 2% do PIB neste ano e o País crescerá mais no setor externo do que outras nações. Por essa razão, projeta que o PIB encerre 2010 com crescimento de 5,7%.

(Fonte : JUSBRASIL)



MarildaFonseca

 

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