História Dinâmica

Não só de passado vive o homem, mas das ações presentes compartilhadas, com o olhar para frente, estimulando, participações sociais, integradas, teóricas e práticas, que incentivem a obtenção de mais resultados, tornando os indivíduos e as coletividades mais livres, porém com, mais dignidade, abertura de espaços e oportunidades para todos. É preciso que esta história seja, cada mais dinâmica, que especialmente vise, ainda mais, cuidar das prioridades, das boas ações, dos resultados, (os)as que são ligado(as), interligado(as), integrado(as),globalizado(as) e socializado(as), em redes, dentro de movimentos constantes de atuação.

Que todas as boas ações passem, a fazer parte dos estados permantes de evolução, mas com o foco nas melhorias contínuas, principalmente ao buscar, estimular e realizar ações, para resultados concretos, mediante metas de perspectivas crescentes, de desenvolvimento e inovação, para que o Brasil seja, cada vez mais, próspero e o mais justo possível, no futuro.

(Fonseca, M.C.da S.)

Farmacêutica-Bioquímica, Natural de Santos Dumont

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Cúpula do G20 começa com consenso sobre redução do déficit

26 de junho de 2010

A Cúpula do G20 - países industrializados e principais emergentes - começou na noite deste sábado em Toronto, Canadá, com consenso em torno da necessidade de reduzir os déficit e a dívida dos países nos próximos três anos para escorar a recuperação econômica, mas divergências no montante do corte.

O tema de quando e como retirar as medidas de estímulo econômico iniciadas para superar a crise se transformou no principal motivo de atrito no seio do G20, e foca agora na guarda da economia global.

Em um lado do debate estão países como os Estados Unidos, que insistem - como deixou claro o secretário do Tesouro do país, Timothy Geithner - em que o G20 deve se concentrar sobretudo no crescimento, uma postura compartilhada pelas potências emergentes como o Brasil.

No outro lado do espectro está a União Europeia (UE), com a Alemanha à frente, que mantém que o corte do gasto público é o objetivo prioritário. Assim deixou claro a chanceler alemã, Angela Merkel, que disse no final da reunião do G8, encerrada horas antes do começo do G20, que a economia global só alcançará um crescimento "durável e sustentável" se os países consolidarem suas finanças "e implementarem reformas estruturais ao mesmo tempo".

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, que representa o governo brasileiro na cúpula depois da ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para acompanhar o problema das inundações no Nordeste, alertou que a consolidação fiscal é importante. Disse, de todo modo, que a incipiente e desigual recuperação econômica global pode ser "ameaçada pela pressa na retirada dos estímulos".

Apesar desse embate no tema que desponta como chave para que as economias voltem a pisar em solo firme, foram observadas em Toronto mostras de aproximação entre posturas que se confrontam. A própria Merkel afirmou, nesse sentido, que há "consenso" na necessidade de reduzir a despesa, e o primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, que propôs cortar o déficit pela metade para o ano de 2013, qualificou esse consenso de "forte".

O presidente da Comissão Europeia (órgão executivo da UE), José Manuel Durão Barroso, foi além ao se referir em entrevista coletiva à existência de um acordo preliminar para reduzir o déficit pela metade em 2013 como sugere Harper. Mantega afirmou, no entanto, que um acordo nesse sentido está distante de fechado e qualificou de "não realista" uma proposta desse tipo. "É muito draconiana, um pouco difícil, um pouco exagerada", disse, lembrando que "há países que têm o déficit acima de 10%" e não será possível alcançarem o objetivo proposto.

Imposto global

Outro assunto que desponta como polêmico é o da proposta para impor um imposto global aos bancos ou às transações financeiras. EUA, Reino Unido, Alemanha e França lideram essa cruzada, mas países emergentes como o Brasil deixaram claro que não estão de acordo. "Nós não vamos estar de acordo com isso", afirmou Mantega, que defende que essa seja uma medida aplicada em nível individual pelos países que o desejarem.

Está previsto que o G20 dê neste domingo um novo impulso à proposta para reforçar o capital dos bancos e melhorar a transparência do setor, medidas que, segundo Mantega, deveriam ser aprovadas na próxima reunião do grupo, em novembro, na Coreia do Sul.

Espera-se que o comunicado final, a ser emitido neste domingo, faça alusão também à necessidade de buscar alternativas para a Rodada de Doha e para dar fim às subvenções aos combustíveis fósseis.

A cúpula

O G20, composto pelos governantes da principais economias do mundo se reúnem neste final de semana na cidade de Toronto, no Canadá. Na pauta do encontro estão a recuperação da economia global ante a crise que começou em 2008 e as medidas que devem ser tomadas para acelerar a retomada do crescimento e evitar novas turbulências no futuro.

Fonte: Terra


Crescimento é o melhor remédio para contas públicas, afirma Mantega

BRASÍLIA - O crescimento é o melhor remédio para as contas públicas, afirmou hoje o ministro da Fazenda, Guido Mantega, após participar de um seminário sobre os dez anos de Lei de Responsabilidade Fiscal. No evento, organizado Instituto Brasiliense de Direito Público, Mantega, que fez a palestra"A Lei de Responsabilidade Fiscal e a Economia Brasileira", disse que é contra o aumento de impostos, mas lembrou que é preciso cuidado ao cortar certos gastos, porque podem provocar a queda dos investimentos e da atividade econômica.

"O melhor caminho para buscar o equilíbrio fiscal é estimular um crescimento maior da economia, porque aí se arrecada mais sem penalizar a sociedade, sem cobrar impostos maiores. Esse foi o caminho que nós perseguimos", disse ele.

Mantega sugeriu que os próximos governos"continuem nessa trilha"e voltou a dizer que o Brasil está preparado para crescer mais que 5%, de forma sustentável e mantendo as contas públicas e a inflação sob controle.

O ministro descartou a fixação de uma meta de crescimento, o que, segundo ele, é um parâmetro muito difícil de ser estabelecido."Acho que se pode dizer: ´Bom, a economia deve crescer acima de 5% e estimular o investimento e a demanda´.Você pode obter isso, mas ter uma meta precisa para o crescimento, acho ruim, acho difícil de implementar", afirmou.

Na palestra, o ministro destacou que a Lei de Responsabilidade Fiscal pode ser considerada o passo para a sustentabilidade das contas do setor público, pois, após a sua implementação, houve redução do déficit e da dívida, devido ao limite do endividamento. Ele advertiu, porém, que mesmo com os avanços da lei, é preciso que o setor público adote ações que caminhem na mesma direção do objetivo principal dessa norma legal.

A Lei Complementar nº 101, de maio de 2000, que ficou conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal, estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal, com a punição dos administradores que não as cumprirem. (Agência Brasil)


G20 pressiona pelo crescimento
Luís nassif, 28/06/2010

G-20 adota em Toronto uma posição menos ´fiscalista´
Alex Ribeiro | Valor

TORONTO - Os Estados Unidos, o Brasil e outros emergentes não conseguiram convencer as grandes economias europeias, em especial a Alemanha, a manterem suas políticas fiscais expansionistas para sustentar a retomada do crescimento mundial, em encontro do G-20 realizado nos últimos dois dias em Toronto.

Mas, na declaração final da reunião, há uma clara mudança de tom em relação aos documentos anteriores, com mais ênfase no crescimento, e não no ajuste fiscal. É algo bem diferente da posição "fiscalista" da reunião de ministros da Fazenda do G-20 no começo do mês em Busan, na Coreia do Sul.

No comunicado final do G-20, ficou definido que os países devem cortar seus déficits pela metade até 2013 e procurar quedas nas suas dívidas públicas a partir de 2016. Nada impede, porém, que Alemanha e Reino Unido sigam com as suas respectivas estratégias de apertar já as suas política fiscais.

Claro que ninguém pode obrigar um país individualmente, como a Alemanha, a mudar sua política econômica", afirma uma fonte da delegação brasileira. "Mas a mudança de tom está lá no documento e é resultado de mais de 30 horas de trabalho." No texto final do encontro, está definido que eventuais apertos fiscais devem ser "favoráveis ao crescimento econômico".

Formalmente, o centro das discussões macroeconômicas do G-20 foi a política fiscal. Mas, na essência, o que estava em jogo era o quanto a nossa taxa de câmbio vai se valorizar em razão das decisões de política econômica tomadas por países da Europa.

O interesse brasileiro e americano é que a Alemanha não corte agora os seus déficits públicos, como já estão fazendo. Do ponto de vista prático, o aperto fiscal no velho continente significa menos consumo nessas economias, mais excedentes para exportar para países como Brasil e menos demanda por, por exemplo, produtos brasileiros. "O nosso recado foi dado", disse o ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega.

O aperto fiscal, para a Alemanha, é uma forma de reconquistar a confiança dos mercados e eliminar eventuais riscos inflacionários. A tese alemã é que o aperto fiscal reforça a confiança dos consumidores. Os alemães são particularmente preocupados com a inflação, por causa da experiência hiperinflacionária que levou Hitler ao poder nos anos 30.

No sábado, pouco antes da abertura do G-20, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, deixou claro o desconforto brasileiro com o aperto fiscal europeu. "Não é desejável que carreguemos nas costas os países avançados", disse Mantega, que representou o presidente Lula no G-20. "Se, em vez de estimularem o crescimento, esses países derem atenção especial para o ajuste fiscal, eles estarão fazendo o ajuste às nossas custas."

O comunicado do G-20 não mencionou, por outro lado, a valorização da taxa de câmbio chinesa, outro ponto de interesse do Brasil. Em um esboço do comunicado divulgado no sábado, chegou a ser incluída uma menção elogiosa ao recente movimento da China, que indicou há pouco mais de uma semana que vai valorizar sua moeda, o yuan. Mas, por pressão dos chineses, que consideram esse apenas um tema de interesse interno, o trecho acabou suprimido.

"Deve-se perguntar aos chineses porque eles não quiseram essa menção", disse Mantega.

O Brasil, hoje, tem uma posição um pouco mais clara na defesa da valorização do yuan.

Para evitar atritos com a China, com quem o Brasil compartilha alguns interesses comuns, como o aumento do poder aos países emergentes nos organismos multilaterais, o ministro Guido Mantega disse na reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI) no começo de abril que não via problema com a moeda chinesa, mas sim com a americana.

Conselho Nacional de Saúde e Ministério da Saúde realizam IV Conferência Nacional de Saúde Mental – Intersetorial, entre 27 de junho e 01 de julho

Mais de mil e quinhentas pessoas, entre delegados, observadores e convidados, são esperadas para a fase nacional da Conferência.

Após a realização de 359 conferências municipais, 204 conferências regionais e 27 Conferências Estaduais de Saúde Mental, realizadas, de março a maio, com o envolvimento de 46 mil pessoas de todo país, é o momento da etapa nacional da IV Conferência Nacional de Saúde Mental - Intersetorial (IV CNSM-I), que será realizada em Brasília, entre 27 de junho e 01 de julho, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Para esta fase, são esperadas 1520 pessoas, entre delegados, observadores e convidados, que apreciarão e discutirão os relatórios produzidos a partir das etapas anteriores da Conferência, e votarão propostas, que serão reunidas em Relatório Final, contribuindo para delinear as estratégias das políticas públicas para a atenção à saúde mental.

A IV CNSM-I traz uma novidade: ela é intersetorial. Isto significa que além de pessoas do campo da saúde (usuários, prestadores de serviços, profissionais), participaram deste processo, desde a etapa municipal, o campo dos direitos humanos, da ação social, justiça, trabalho, educação, cultura, esporte. O trabalho intersetorial poderá resultar num salto de qualidade no debate da Reforma Psiquiátrica, que hoje, já num estágio avançado - passados quase 10 anos da promulgação da lei 10.216 – enfrenta novos desafios.

O tema da Conferência, “Saúde Mental – direito e compromisso de todos: consolidar avanços e enfrentar desafios” é discutido em todas as etapas a partir de três eixos estratégicos: Saúde Mental e Políticas de Estado; Consolidar a Rede de Atenção Psicossocial e fortalecer os movimentos sociais; e Direitos Humanos e Cidadania como desafio ético e intersetorial.

Panorama da Saúde Mental no Brasil – Hoje a rede SUS conta com diversos dispositivos para atender o paciente com transtorno mental. Estão distribuídos em todos os estados brasileiros 709 CAPS I, 404 CAPS II, 46 CAPS III, 236 CAPS ad e 118 CAPS i, num total de 1.513 serviços. Além dos CAPS, a Atenção Básica, com apoio dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), também oferece atenção às pessoas com transtornos mentais. A rede de atenção à saúde mental é diversificada, e também envolve os hospitais gerais, os Centros de Convivência e as ações de geração de trabalho e renda. Pessoas egressas de longas internações em hospitais psiquiátricos recebem o auxílio reabilitação psicossocial (através do Programa de Volta para Casa) podem ser acolhidas e morar nas Residências Terapêuticas.

A partir das diretrizes da Reforma Psiquiátrica e desde o marco legal da Lei nº 10.216, a Área Técnica de Saúde Mental da Secretaria de Atenção à Saúde trabalha pela mudança do modelo de atenção, que antes era centrado na internação em hospital psiquiátrico. Atualmente, a maioria dos recursos do Programa são investidos na atenção extra-hospitalar. Neste modelo, os pacientes podem ser tratados em serviços abertos, com a garantia do direito à liberdade e à participação de ações na comunidade.

Quem são os usuários da rede – Estima-se que cerca de 3% da população geral, em todas as faixas etárias, necessite de cuidados contínuos em saúde mental, em função de transtornos mentais severos e persistentes: psicoses, neuroses graves, transtornos de humor graves ou deficiência mental com grave dificuldade de adaptação. Cerca de 9% da população geral, em todas as faixas etárias, necessita de cuidados gerais em saúde mental, na forma de consulta médico-psicológica, aconselhamento, grupos de orientação, ou outras formas de abordagem, em função de transtornos mentais considerados leves. Transtornos graves associados ao consumo de álcool e outras drogas (exceto tabaco) atingem pelo menos 10% da população acima de 12 anos, sendo o impacto do álcool dez vezes maior que o do conjunto das drogas ilícitas.

Como funciona a IV CNSM - I

A IV CNSM-I têm três etapas: municipal, estadual e nacional. As etapas municipal e estadual, a partir da discussão de um temário comum, que é proposto pela Comissão Organizadora Nacional da Conferência, realizam um processo de escolha de delegados (tanto do campo da saúde como do campo intersetorial) e fazem com que as ideias discutidas nos municípios e estados cheguem – através de delegação e relatórios - à próxima etapa da Conferência. A última etapa é a nacional, que reúne delegados de todos os estados e discute os relatórios de todas as conferências estaduais realizadas, produzindo um Relatório Final de recomendações aos gestores do SUS. A IV CNSM-I, na sua fase nacional, terá 1200 delegados (que são aqueles que têm direito à voz e voto), além de convidados (200) e observadores (120).


Acesse :
Saúde mental
Jorge Márcio Pereira de Andrade



CNS recebe apoio do Ministério Público Federal contra a terceirização dos serviços públicos de saúde
22 de junho de 2010

A luta contra a terceirização da gestão dos serviços prestados nos estabelecimentos públicos de saúde já vem de longa data, mas agora com forte apoio do Ministério Público Federal (MPF) o tema ganha novo fôlego.

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) têm participado, com bastante frequência, de algumas audiências na Procuradoria Geral da República (PGR). Em março deste ano, por exemplo, o Presidente do CNS, Francisco Batista Júnior, participou de uma audiência na PGR com a Subprocuradora-Geral da República Gilda Pereira de Carvalho, para tratar, à época, da questão das terceirizações na Saúde Pública do Estado de Pernambuco.

Agora, a Subprocuradora Gilda Carvalho encaminhou ao CNS cópia da orientação elaborada pelo Grupo de Saúde da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) sobre “Fundamentos básicos para atuação do MPF contra a terceirização da gestão dos serviços prestados nos estabelecimentos públicos de saúde”. O documento traz informações sobre o processo de terceirização por meio de organizações sociais e aponta problemas de ordem prática e jurídica com a concepção do modelo.

No texto, o grupo ressalta que “o MPE e/ou MPF deveriam atuar no sentido de obstar a celebração de contratos de gestão entre os Gestores do SUS e instituições privadas, que tenham por objeto a gestão e/ ou prestação de serviços públicos de saúde, atualmente desenvolvidos diretamente por Estados e Municípios”. O documento destaca, ainda, que “nos casos em que os serviços públicos de saúde já foram passados à gestão de instituições privadas, impede a adoção de medida judicial destinada à regularização da situação, com a anulação dos contratos de gestão, adotando-se as cautelas necessárias à manutenção da continuidade dos serviços”.

Conheça o documento na íntegra

Audiência – Na última quarta-feira (09), um grupo de Conselheiros Nacionais participou de audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) com o Ministro Ayres Britto. Na oportunidade, foram reforçar o posicionamento do CNS contrário ao processo de terceirização dos serviços no Sistema Único de Saúde (SUS) por meio de contratações de Organizações Sociais (OSs), Organizações Sociais Civis de Interesse Público (Oscip) e criação das chamadas Fundações Estatais Públicas de Direito Privado, além de manifestar o apoio do Conselho à Adin 1923, cuja relatoria está exatamente com o Ministro. O STF irá julgar as Ações Diretas de Inconstitucionalidade nº 1923, n.º 4197 e n;º 1943-1, que tratam sobre o tema.


CNS adere à "Frente Nacional pela procedência da Adin 1.923/98 - Contra as Organizações Sociais"

O Conselho Nacional de Saúde deliberou, em sua 210ª Reunião Ordinária, realizada entre os dias 9 e 10 de junho, pela adesão à Frente Nacional pela procedência da Adin 1.923/98 - Contra as Organizações Sociais (OSs). A Frente é composta pelo Fórum Popular de Saúde do Paraná, Fórum em Defesa do SUS e Contra as Privatizações de Alagoas, entidades e movimentos sociais com o objetivo de pautar, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) a importância de votarem favoravelmente a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 1923/98, contra a Lei 9.637/98, que “dispõe sobre a qualificação de entidades como organizações sociais, a criação do Programa Nacional de Publicização, a extinção dos órgãos e entidades que menciona e a absorção de suas atividades por organizações sociais, e dá outras providências”, e contra a alteração do inciso XXIV do artigo 24 da Lei 8.666/93, com redação dada pelo artigo 1º da lei 9.648/98 que permite a dispensa de licitação para a celebração de contratos de prestação de serviços com as organizações sociais.

Para o fortalecimento da luta contra o modelo de terceirização na saúde, é fundamental que os Conselhos de Saúde do país colaborem na divulgação e, principalmente, na adesão à Carta Nacional pela aprovação da Adin e do Abaixo-Assinado Digital contra a privatização. As assinaturas podem ser enviadas para o e-mail fopspr@yahoo.com.br

Não deixe de participar!

Divulgue a Carta Nacional pedindo a aprovação da Adin assinada por entidades, movimentos e ministérios públicos do país. – Leia o texto na íntegra

Faça a adesão ao abaixo-assinado digital para mobilizar a população e explicitar os problemas da privatização do serviço público. – Veja o abaixo assinado



Brasília: CTO na IV Conferencia Nacional de Saúde Mental

"Ser cidadão não é viver em sociedade, é transformá-la." Augusto Boal

24 de junho de 2010
Autor: Ney Motta

De 27 junho a 01 de julho, em Brasília, DF, acontece no Centro de Convenções Ulisses Guimarães a IV Conferência Nacional de Saúde Mental que tem como tema a Intersetorialidade. O Centro de Teatro do Oprimido fará parte das atividades através das experiências do Projeto Teatro do Oprimido na Saúde Mental. Patrocinado pelo Ministério da Saúde, por intermédio da Coordenação Nacional de Saúde, o Projeto tem por objetivo a capacitação e acompanhamento de profissionais da saúde de Sergipe, Rio de Janeiro e São Paulo, nas técnicas do Teatro do Oprimido, levando a transformações políticas e uma relação mais humana entre os pacientes, seus familiares e estes profissionais.

A parceria estabelecida há cinco anos entre o Centro de Teatro do Oprimido (www.cto.org.br) e o Ministério da Saúde, tem levado a transformações políticas e a uma relação mais humana entre os pacientes, seus familiares, estes profissionais e a sociedade. Mais de 250 profissionais foram capacitados e estão aplicando as técnicas do Teatro do Oprimido em hospitais e Centros de Atenção Psicossociais (CAPS). Desde que o teatro entrou na vida dessas pessoas os períodos de depressão diminuíram, a adesão ao tratamento aumentou e a vontade de viver ressurgiu.

No dia 29 de junho o sociólogo e coordenador do Projeto, Geo Britto, participa da mesa de debate “Painel Cultura”. Já no dia 30, na Tenda Austregésilo Carrano, às 12:30h, acontece oficina demonstrativa de Teatro do Oprimido ministrada por Monique Rodrigues e Alessandro Conceição, curingas do Projeto. Ainda no dia 30 haverá, às 19h, no auditório do Centro de Convenções, a apresentação da cena de Teatro-Fórum “A família de todos os Santos” com o Grupo Cuidando do Cuidador. A peça conta a história de Gerusa que é atendida por uma cunhada, até que a irmã reivindica a sua guarda por pensar que ela está recebendo benefício do INSS. O grupo Cuidando do Cuidador existe há um ano e é formado por familiares, usuários e técnicos do Caps Senador Renildo Santana, em Itabaianinha/SE.

Texto: Monique Rodrigues

Saúde Mental Brasileira busca parcerias.

Ranieri
22/03/2010

A IV Conferência de Saúde Mental-Inter setorial, que se realizará entre os dias 27 e 31 de junho, em Brasília, incluiu em seu temário a política de intersetorialidade e do controle social. A intenção é criar subsídios para romper com o modelo hospitalar- asilar, estabelecendo diálogo com outras áreas da gestão pública entre elas a assistência social, a saúde e direitos humanos.

Sete ministérios, entre os quais está incluído o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), apoiam o evento. “Mais do que parcerias governamentais, a IV Conferência ousa colocar como protagonistas, a própria população usuária, atendida em seus programas”, explica o Conselheiro Frederico de Souza Leite, representante da sociedade civil , junto ao Colegiado do CNAS , através da Federação Nacional dos Psicólogos – FENAPSI . Entre os novos protagonistas estão pessoas com sofrimento de transtorno mental, assistidas pelos programas destinados à adolescentes, idosos e população em situação de rua.

O regulamento para a IV Conferência pode ser consultado no endereço eletrônico:
Saúde Mental - Regimento

Notícias sobre Michael Jackson - Vida e Obra

Michael Jackson


Biografia

Michael Joseph Jackson, ou simplesmente Michael Jackson, nasceu em Gary, Indiana, Estados Unidos (29 de Agosto de 1958 - 25 de Junho de 2009). Considerado o Rei do Pop, foi tido como o maior revolucionador do videoclipe e da dança, além de vender mais de 750 milhões de álbuns em todo o mundo (mais de 1 bilhão, segundo empresários da Sony), emplacou sucessos desde pequeno, tornando-se o Maior Artista de Todos os Tempos (certificado pelo Guinness Book, o livro dos recordes). Em 45 anos de carreira e milhares de fãs espalhados pelo mundo inteiro, ainda foi reconhecido por seus escândalos na vida pessoal e por ser dono do álbum mais vendido de todos os tempos: Thriller.

Foi um grande Cantor, Produtor, Compositor, Ator, Empresário e Dançarino, que em pouco tempo, se tornou a figura mais talentosa e aclamada da música pop, fazendo videoclipes e performances muito elogiadas e batendo milhares de recordes. Foi também, um dos principais responsáveis pela quebra de preconceito racial contra a música negra, liderando diversas campanhas solidárias para instituições de crianças necessitadas, doando milhões de dólares ao decorrer dos anos.

Desde pequeno, conquistava o mundo, juntamente com seus irmãos, no grupo The Jackson 5, onde se tornou o vocalista ao completar 5 anos de idade. O grupo fez um tremendo sucesso entre o final dos anos 60 e durante os anos 70. Ainda nesta década, lançou alguns álbuns paralelos ao grupo, pela gravadora Motown que garantiram sucesso, entre eles Got To Be There (1971), Ben (1972) e Music And Me (1973). Em 1979, lançou-se de vez em carreira solo com o álbum Off the Wall que vendeu quase 20 milhões de cópias e se tornou um clássico da Black Music sendo considerado pelos criticos um dos melhores albuns do gênero na história da musica, sendo o 1° a emplacar 4 canções no Top10 americano da Billboard. “Don’t Stop ‘Til Get Enough” e “Rock With You” foram os maiores sucessos. Mas foi em 1982 que ele chegou ao seu auge com Thriller, que se tornou o álbum mais vendido de todos os tempos, alcançando cerca de 108 milhões de cópias vendidas. O cantor virou mania mundial, colocando várias canções no topo das paradas e revolucionando o mundo da música (sendo o 1° artista a unir o POP com a Black Music), dos videoclipes (com Thriller, que criou e popularizou o conceito de videoclipe usado até hoje) e da dança (com a apresentação de Billie Jean e o passo de dança Moonwalk). O sucesso foi tão grande que quebrou todos os preconceitos musicais contra os negros e bateu recordes no Grammy (Oscar da música) e na Billboard. Entre os classicos do álbum estão “Beat It”, “Billie Jean”, “Thriller” e “Wanna Be Starting Somethin”.

Em 1985, compôs junto com Lionel Ritche, a canção We Are The World, o intuito do projeto era fazer doações para as crianças africanas que passavam fome. A música foi um sucesso, tornando-se um hino da solidariedade. Em 1987, lançou Bad, seu 3° álbum de estúdio. Foram cerca de 30 milhões de cópias vendidas, nada igual a Thriller, mais uma marca muito considerável, tornando-se o álbum mais vendido daquela época. Nas paradas, o álbum bateu recordes, colocando 5 músicas direto no 1° lugar (entre elas Bad e The Way You Make Me Feel e Man In The Mirror). Em 1988 foi lançado em VHS o filme ‘Moonwalker’, outro sucesso de vendas seguido também pela “Bad Tour”, a primeira turnê a passar dos 100 milhões de dólares em faturamento, com 4.4 milhões de espectadores. Jackson fechou a década de 80 como o maior artista dela.

Em 1991, seu novo clipe, Black or White, estreou simultaneamente em 27 países com uma audiência de 500 milhões de espectadores, uma marca inacreditável, fazendo assim, a música Black Or White ser o maior sucesso de seu novo disco, esse chamado Dangerous que vendeu 32 milhões de cópias, superando o anterior Bad. Músicas como Remember the Time, Heal the World e In the Closet também garantiram muito sucesso com clipes elogiados. A “Dangerous Tour” em 1993 foi um fenômeno de público e tecnologia, passando inclusive pelo Brasil e sendo muito elogiada pelos críticos de shows.

Em 1995, o álbum duplo de History, chegou às lojas, vendendo mais de 18 milhões de unidades, emplacando vários sucessos, entre eles Scream (dueto com sua irmã Janet Jackson, que teve o videoclipe mais caro da história), You Are Not Alone, (primeira música a estrear direto no 1° lugar na parada da Billboard), Earth Song (sucesso absoluto na Europa com clipe muito elogiado) e They Don’t Care About Us (música polêmica com videoclipe gravado no Pelourinho e Rio de Janeiro, Brasil). History se tornou o álbum duplo mais vendido da área pop. Na mesma época se casou com Lisa Marie Presley, filha de Elvis Presley, casamento que durou 18 meses e foi muito criticado pela imprensa. Em 1996, iniciou a HIStory Tour que foi uma das turnês mais bem sucedidas e elogiadas em todos os tempos. Juntamente com os shows foi lançado um álbum de remixes. Naquele ano, o Rei do Pop se divorciou de Lisa Marie e casou com sua enfermeira, com a qual teve 2 filhos. Foi considerado então o maior artista pop masculino da década de 90. Em 2000 recebeu o prêmio de Artista do Milênio (Milenium Awards), em 2002 Popstar do Milenio (Bambi Awards) e em 2006 Maior Artista de Todos Os Tempos, pelo Guinness Book, o livro dos recordes.

Em 2001, após 6 anos sem lançar um álbum inédito, lançou Invincible que, graças a brigas entre ele e a gravadora Sony, teve uma baixa divulgação e não obteve o sucesso esperado. Com 8 milhões de cópias vendidas até hoje, sendo 5.5 milhões delas nos 2 primeiros meses, Invincible ainda conseguiu emplacar o hit You Rock My World.

Muitas polêmicas giravam em torno de sua vida pessoal. Sua infância foi marcada pelas agressões que ele e seus irmãos recebiam do seu pai Joseph Jackson, mais tarde também passou por problemas com sua aparência, devido à puberdade e acidentes em ensaios.

Na vida adulta, mais problemas: em 1993 o cantor foi acusado de abusar de um menor de 13 anos e, apesar de se declarar inocente, pagou uma alta quantia em dinheiro para a família do adolescente, que retirou a acusação. Segundo o cantor, ele queria apenas terminar com aquele pesadelo e seguir sua carreira sem precisar manchá-la ainda mais com problemas.

Em 2003 foi acusado novamente pelo mesmo motivo, e, apesar de ter sido muito criticado pela mídia, que criava boatos constantemente, o cantor foi à julgamento, sendo inocentado da acusação. Apesar da absolvição, a imagem do cantor ficou ainda mais “manchada”.

Outras polêmicas cercavam sua vida, como o dia em que ele mostrou seu 3º filho pela janela aos fãs que gritavam em frente ao hotel, ou então das plásticas que mudaram completamente o seu rosto e ainda sobre a cor de sua pele, que segundo ele, ficou branca por causa da doença vitiligo e outras não comentadas. Com 50 anos e 3 filhos, em fevereiro de 2008 a SonyBMG lançou Thriller 25th Anniversary, o relançamento do álbum mais vendido do mundo. Em uma nova versão com remixes inéditos e que já vendeu mais de 3 milhões de cópias pelo mundo. Em março de 2009 anunciou a volta aos palcos, após quase uma década, para uma série de 50 shows em Londres chamada “This Is It” que iniciaria-se em julho do mesmo ano e que daria ao cantor a sua aposentadoria. Incrivelmente, todos os 1 milhão de ingressos disponíveis foram vendidos em algumas horas, um marco nunca ocorrido antes na história do showbiz. Um novo álbum também era esperado, porém uma tragédia ainda estaria por vir:

No dia 25 de Junho de 2009, poucos dias antes de iniciar a turnê “This Is It”, deu entrada no UCLA Medical Center em Los Angeles, depois de sofrer uma parada cardíaca. Após várias notícias desencontradas, por volta das 18:00 (Horário de Los Angeles) foi anunciada oficialmente a morte do Rei do Pop. Foi vítima de uma parada cardiorrespiratória em sua casa, na vizinhança de Holmby Hills, Los Angeles, CA, Estados Unidos. Os serviços de emergência médica socorreram o cantor em sua casa, na tentativa de reanimá-lo. Porém, como Jackson se encontrava em estado de coma profundo, ele foi levado às pressas para o hospital universitário da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). Desde sua internação, rumores haviam se espalhado pela imprensa confirmando seu falecimento. Às 2h e 06min UTC-8 de 25 de junho de 2009, o site Los Angeles Times tornou-se um dos primeiros a divulgar a morte do astro. Seu falecimento teve uma repercussão internacional instantânea, sendo motivo de preocupação por parte dos fãs em muitas partes do mundo. Defronte ao hospital da UCLA, muitos fãs do cantor cercaram o prédio à procura de informações sobre a suposta ‘morte’ de Michael. Porém, pouco tempo depois da internação, sua morte foi absolutamente confirmada pelo porta-voz do Instituto Médico Legal de Los Angeles, Fred Corral. Uma posterior análise por peritos e um exame toxicológico estarão sendo feitos no corpo do cantor para saber o horário e a razão de sua morte.

Após a sua morte, voltou a bater recordes nunca acontecidos antes, em menos de seis horas, seu nome apareceu no topo das buscas de agregadores de blogs de MP3 (como o Hype Machine), de redes sociais (como a própria Last.fm) e de lojas online (como a Amazon e iTunes). Na Amazon, o rei do pop conseguiu mais um feito espetacular, mesmo depois de morto. Nada menos do que 18 discos entre os mais vendidos da loja eram ou do cantor ou de sua banda com seus irmãos, o The Jackson 5. Segundo notícia do Financial Times, nas 24 horas após a morte do Popstar a Amazon vendeu um numero de álbuns de Michael semelhante ao que tinha vendido nos últimos 11 anos. E a varejista de música HMV diz que os cds do cantor venderam 80 vezes mais. Além das vendas terem crescido repentinamente, os serviços e acessos na internet também sofreram impacto. A notícia mexeu com a internet de forma que não bastasse ter derrubado os servidores do Twitter no breve intervalo entre o anúncio de que Michael estava sendo transportado para um hospital em uma ambulância e a confirmação de sua morte, a rede social tornou-se o principal canal para saber o que estava acontecendo com o cantor. Todos linkavam todos e logo que sua morte foi confirmada, dominou nove dos 10 tópicos de discussão do dia - na décima posição, a pantera Farrah Fawcett, que também morreu no mesmo dia. Foi o suficiente para que o Twitter não suportasse a quantidade de acessos. Não foi só o Twitter. Segundo Shawn White, diretor de operações da Keynote System, empresa que monitora o tráfego na web, “a velocidade média de download em sites de notícias dobrou de menos de quatro segundo para quase nove segundos”, disse em entrevista à BBC. No dia 7 de julho de 2009 foi feito um memorial e funeral para o cantor nos Estados Unidos. Exibido nos canais de todo o mundo, foi uma das maiores audiências já vistas em todos os tempos. Além disso é sinônimo de uma época em que o sucesso de um artista era medido em discos vendidos - uma era que metaforicamente morre junto com ele.

Michael Jackson deixou três filhos, uma legião de fãs órfãos e um patrimônio incalculável para a Cultura POP.

Fonte: Last.fm


Livros sobre vida e obra de Michael Jackson passam a limpo trajetória polêmica
24/06/2010


“Michael conseguiu o máximo. Não existiria Jay-Z se não existisse Michael Jackson. Não existiria Usher nem Justin Timberlake. Todas essas pessoas desaparecem se você tira Michael Jackson da equação.” O elogio de Will.i.am, vocalista do grupo Black Eyed Peas, resume o tom dos livros em homenagem ao astro pop que chegam às livrarias brasileiras. Doze meses após a morte do cantor, a ordem é sublinhar o legado artístico — e lamentar, sempre respeitosamente, as polêmicas.

Michael Jackson — O Rei do Pop 1958-2009, escrito pelo britânico Chris Roberts, e Michael Jackson pelos editores da Rolling Stone, coletânea de artigos organizada pela revista de música norte-americana (e com prefácio escrito por Will.i.am), rearrumam a trajetória do cantor e amplificam o coro dos fãs: os escândalos que marcaram os anos 1990 e 2000 são narrados como o epílogo infeliz das luminosas décadas de 1970 e 1980, temporada dos clássicos Off the wall (1979) e Thriller (1982), o disco mais bem sucedido de todos os tempos.

“Sua morte chocou o mundo, mas pode ter curado sua alma. A data ficará marcada para sempre, como as mortes de James Dean, Marilyn Monroe, Elvis Presley, John F. Kennedy, John Lennon e da princesa Diana”, enumera o galês Roberts, conhecido por biografias de Lou Reed e da atriz Scarlett Johansson. Para o autor, que colabora com os jornais Telegraph e The Guardian, Michael sucumbiu às agressões do “grande mundo mau”. O texto de Will.i.am também capricha nas hipérboles. “Ele não foi só o Rei do Pop, mas o rei da indústria. Ele foi a Wall Street da música”, compara.

Quem acompanhou a carreira de Michael pode (e deve) desconfiar: devemos nos lembrar do showman extravagante e bizarro, tripudiado pela mesma imprensa que hoje o glorifica? Os livros não respondem a pergunta, ainda que permita ao leitor alguns palpites. Na reportagem O que deu errado, escrita pelos jornalistas da Rolling Stone Claire Hoffman e Brian Hiatt, as extravagâncias de Michael são descritas em detalhes. “Ele deixou de ser o maior astro do mundo para se tornar um homem recluso e alquebrado”, afirmam. No espetáculo da mídia, o performer se expôs sem maquiagem. E pagou o preço.

“Quando ele começou a se chamar de Rei do Pop, em 1991, aquele reino não existia mais, e parecia que ele era o único que não tinha percebido”, explicam os editores da Rolling Stone, na introdução da obra. “Sua vida, antes cheia de promessas, tornou-se uma triste parábola sobre o que acontece quando você consegue tudo o que quer”, concluem. A música, no entanto, “continua cheia de vida”. E é essa herança (somada às colaborações à dança, ao clipe e à indústria musical) que sustenta o culto. “Michael Jackson inventou o pop moderno”, decreta a Rolling Stone. O argumento, principalmente hoje, será refutado por poucos.

Holofotes
Michael Joseph Jackson — o menino nascido em Gary, Indiana, e que despontou no grupo vocal Jackson 5 — personificou, sob holofotes, o sucesso e a tragédia. “Não existe na música pop uma história tão afortunada e ao mesmo tempo tão trágica quanto a de Michael Jackson”, observa Mikal Gilmore, também da Rolling Stone, que assina uma reportagem biográfica (no caso, sóbria) sobre o músico. É um dos melhores capítulos de um livro que reúne resenhas extensas sobre os discos do cantor, um rico material fotográfico (organizado com os arquivos da revista), depoimentos de (como Sheryl Crow e Jay-Z) e entrevistas.

Na mais surpreendente entre tantas conversas com a equipe da revista, em 1982, Michael admite as agruras do sucesso. “Estar no meio da multidão dói. Você se sente como um espaguete passando por mil mãos. Eles rasgam suas roupas e puxam seus cabelos. E você acha que vai simplesmente se despedaçar”, confessou. Mais adiante, revela a afinidade com Peter Pan, personagem de J.M. Barrie. “É meu livro favorito”, diz. A primeira frase da obra tinha um quê premonitório: “Todas as crianças crescem, exceto uma.”

“Eu sempre quero saber o que faz artistas se esfacelarem. Eu sempre tento descobrir. Porque eu simplesmente não acredito que as mesmas coisas os atingem o tempo todo”, afirmou Michael, quando perguntado sobre drogas e outros excessos. E isso muito antes dos anos 1990. Já o livro de Chris Roberts — descrito como “perpicaz” pelo The Guardian — interpreta o ocaso do rei. “A juventude era um sonho do qual o incomparável Michael Jackson achava doloroso e desconcertante acordar”, filosofa. Com mais 140 fotos, o livro também fisga os fãs pelos olhos — e pelos sentimentos. “O menino que nunca havia crescido jamais iria crescer”, escreve.

É Will.i.am, no entanto, quem toca no nervo da tragédia com maior conhecimento de causa. “No showbusiness, o palco é qualquer lugar. O palco não está só no Grammy. O palco é quando você sai do estacionamento. Quando vai ao shopping”, afirma. E encerra com um acorde otimista: “Quando ele andava na rua, era um acontecimento. O show estava em todo lugar. Michael é o último imperador dessa era”. (TF)

“Estar no meio da multidão dói. Você se sente como um espaguete passando por mil mãos. Eles rasgam suas roupas e puxam seus cabelos. E você acha que vai simplesmente se despedaçar”
Michael Jackson, à revista Rolling Stone, em 1982

NA TEVE

This is it
» Documentário sobre os ensaios para a última turnê de Michael Jackson. Dirigido por Kenny Ortega. Domingo, após no Fantástico, na TV Globo. Quarta-feira no Warner Channel (Net/Sky), às 21h.

Especial 1 ano sem Michael Jackson
» 12 horas de programação especial sobre o rei do pop. Amanhã, no Multishow (Net/Sky). Até o fim do mês de junho, às 23h30, seleção de documentários, shows e clipes do músico.

MTV Brasil — 1 ano sem Michael
» Programação especial sobre o astro. Amanhã, na MTV (Net/UHF), às 10h (MTV Lab Freak), às 11h (Top 10 Countdown), às 12h45 (Making of de Thriller), às 15h30 (MTV Lab Playlist), às 17h30 (especial Human nature), às 18h (Top 10), às 19h (Michael Jackson – Influência na música).

Michael Jackson na VH1
» Documentários Famous crime scene: Michael Jackson e Michael Jackson: o lado humano. Amanhã, às 23h, na VH1 (Net/Sky).

O que matou o rei do pop?
» Documentário dirigido por Sonia Anderson e produzido por Brian Aabech. Hoje, às 21h, na GNT (Net/Sky).

Michael Jackson — Cedo demais para morrer
» Documentário do jornalista Ian Halperin. Amanhã, às 21h, na GNT (Net/Sky).

E! Especial Michael Jackson
» Programação em homenagem ao cantor. Amanhã, das 18h às 21h, no E! Entertainment Television (Net/Sky).


TRECHOS
“É como John Coltrane”
“Michael era mestre em fazer cada música soar como se pertencesse totalmente a ele — de Human nature, com todas as suas partes caleidoscópicas, a Billie Jean, com seus três acordes, quase um mantra. Se você disseca Baby be mine, é como John Coltrane, só que disfarçado com letra e arranjo pop. Michael foi o artista mais profissional com quem já trabalhei, o mais concentrado e o que chegava mais rápido ao fundo da música. Foi o melhor dançarino, o melhor cantor e era tão bom de drama quanto Frank Sinatra — podia te fazer acreditar em qualquer coisa quando gravava.”
Quincy Jones, produtor e músico que trabalhou com Jackson, à Rolling Stone.

"Não sei como ele conseguia"
"Michael chegou ao topo, e não estou falando apenas sobre performance e vendas. Ele teve sucesso nos negócios, foi um empreendedor. Quando trabalhei com ele, ele estava ótimo tanto vocalmente quanto espiritualmente. Atravessando a vida com um olhar atento e crítico — não sei como ele conseguia. Sendo julgado e questionado pelo mundo inteiro. Ele ainda se empolgava com a música, ainda se empolgava para ir aos ensaios e trabalhar com pessoas de todo o mundo."
Will.i.am, vocalista do Black Eyed Peas, em livro da Rolling Stone

Companhia Editora Nacional/Reprodução

MICHAEL JACKSON — O REI DO POP 1958-2009
De Chris Roberts. Tradução de Cristina Borba. Companhia Editora Nacional. 144 páginas.
Preço: R$ 31,90.

Sparing Publicações/Reprodução
MICHAEL JACKSON PELOS EDITORES DA ROLLING STONE
De Jann S. Wenner (org). Tradução de Bia Peine e Daltony Nóbrega. Spring Publicações Ltda. 223 páginas. Preço: R$ 64,90.


Acesse vídeos:
Morte e Enterro de Michael Jackson

1 Ano da Morte de Michael Jackson

Diferenças entre o gerente e o verdadeiro líder

"Ser líder é saber comportar-se adequadamente de acordo com as diversas situações"


Devemos tirar as vendas de nossos olhos, vivenciar nossa própria mudança interior, conhecer nossas habilidades básicas, desenvolver uma visão de futuro, incluindo todas as pessoas de nosso convívio, influenciandoas em direção à realização de metas, inspirando-as a vencer qualquer obstáculo; eis a diferença.

Nossos gerentes são oriundos de uma sociedade na qual as empresas eram bastante paternalistas e autoritárias. Nela, os gerentes eram apenas intermediários nomeados pela organização que passavam as informações para serem seguidas à risca. Apenas o fato de uma organização revestir seus gerentes de certos direitos formais não é garantia de que esses funcionários serão capazes de liderar com eficácia.

Vivemos um momento em que se faz necessário repensar o modelo de gestão empresarial utilizado. As organizações não precisam de gerentes; precisam de líderes capazes de promover mudanças adequadas ao momento atual, com visão para o futuro.

Hoje o líder é o componente mais estratégico da organização, é o responsável pelo desenvolvimento de outras pessoas e pelo sucesso da empresa. Percebemos sua importância servindo como âncora da equipe, radar que dá a direção a ser seguida.

Ser líder é saber comportar-se adequadamente de acordo com as diversas situações, é ser aquele que consegue perceber cada uma destas e adaptar seu método de liderança de acordo com as circunstâncias. A liderança pode ser desenvolvida a partir do momento em que o líder tem como característica básica foco nos objetivos e vontade de ajudar o outro, resgatando o potencial de cada um e estimulando-o a desenvolver-se.

Liderar não é uma tarefa fácil; requer uma liderança pessoal. Primeiramente temos que nos conhecer, saber quais são nossos pontos fortes e o que precisamos desenvolver. Isso faz grande diferença. Tendo esse conhecimento, podemos estabelecer objetivos a serem alcançados, elaborando um plano de ação para tais conquistas.

A liderança eficaz consiste em diagnosticar o nível em que se encontra o subordinado e aplicar nele um estilo de acordo com o seu grau de maturidade e envolvimento no projeto.

Dessa forma, existe uma grande diferença entre gerentes e líderes, uma distinção marcante entre aqueles que dominam o contexto e aqueles que se rendem a ele. Falando um pouco mais sobre as diferenças entre gerentes e líderes, podemos dizer que: O gerente prioriza estruturas e sistemas; o líder prioriza pessoas. O gerente mantém; o líder desenvolve. O gerente controla; o líder possibilita gestão compartilhada. O gerente depende de controle; o líder inspira confiança. O gerente administra; o líder inova. O gerente tem uma visão de curto prazo; o líder, perspectiva de futuro. O gerente faz as coisas direito; o líder faz as coisas certas. O líder deve conhecer e praticar as seguintes ações: gostar de pessoas, saber ouvir; priorizar as pessoas; ajudar os funcionários a gerenciar seu próprio trabalho; saber aproveitar e perceber as características individuais e do grupo, promovendo o seu desenvolvimento; ter o poder de transformar bandos, grupos, equipes em times de trabalho; projetar visão compartilhada, auxiliando as pessoas a ver o todo; dar feedback; saber avaliar com a razão, e não com a emoção; ser independente; tomar decisões; ser ético e profissional; entre outras.

Desirée Rocha Gallotti


Acesse vídeos
O Carisma
O monge e o executivo


Diferença entre gerente e líder

4 de janeiro de 2009 by José Felipe Jr.
Pessoal,

Tem uma frase do grande Peter Drucker que diz : “Como gerente, você é pago para estar desconfortável. Se você está confortável, é um sinal seguro de que você está fazendo as coisas erradas.” Peço licença ao grande mestre, mas gostaria de corrigi-lo(quanta audácia da minha parte), na verdade, lideres é que são pessoas desconfortáveis e não gerentes. Essa é a grande diferença entre lideres e gerentes.

Lideres não se conformam com o status quo, estão sempre em busca da melhoria contínua. Líderes estão sempre em busca de seus sonhos, afinal de contas, como seres humanos, somo definidos pelas causas a que servimos e pelos problemas que lutamos para superar. É a paixão em solucionar problemas extraordinários que cria o potencial de realizações extraordinárias. Eles fornecem uma constante possível de ser identificada em meio às rápidas mudanças fornecendo visão para orientar, paixão, integridade, autoconhecimento, confiança e ousadia. Ao contrário de gerentes, gostam de lidar com a incerteza com ousadia e coragem.

Líderes são aqueles que transformam o “OU” em “E”, ou seja, sabem conseguir resultados E ao mesmo tempo cuidar das pessoas, sabem promover a disciplina E a liberdade, sabem conciliar a inovação E a tradição. Gerentes, ao contrário dos lideres, conformam-se com o “OU” porque é muito fácil adotar esse tipo de pensamento, é muito fácil chegar para sua equipe e exigir que trabalhem todo final de semana para cumprir metas, uma vez que esse tipo de ação não exige muita imaginação e criatividade.

Lideres buscam resultados fazendo com que as pessoas se comprometam a agir convertendo seguidores em lideres, pois criam uma visão na qual as pessoas acreditam e, principalmente, conseguem transmiti-la com muita eficiência. Preocupam-se mais com o desenvolvimento das pessoas que o seguem transformando-os em agentes de mudança, ao contrário de gerentes que estão mais preocupados com a manutenção do seu poder institucionalizado.

Ao contrário de gerentes, lideres sabem que liderança não tem nada a ver com controle, comando e manipulação. Encaram a verdade de frente sem fugir as suas responsabilidades. Sabem delegar e, principalmente, COMO delegar. Preocupam-se mais com os resultados do que com os meios para se atingi-los, não se esquecendo nunca da ética. Tomam decisões sem restringir a autonomia dos outros participantes do grupo.

Lideres reconhecem a importância da comunicação eficaz valendo-se de analalogias, metáforas e ilustrações vividas, bem como da emoção, confiança, otimismo e esperança. Sabem que o processo de comunicação envolve transmitir a mensagem, certificar de que ela foi recebida, compreendida, aceita e, principalmente, convertida em ação e em resultados.

Líderes são inconformistas por natureza e, por essa razão, estão sempre em busca de quebrar paradigmas, principalmente aqueles ilustrados pela famosa frase “Aqui sempre foi assim”.

Toda empresa precisa de pessoas inconformadas, portanto, toda empresa precisa de lideres. O problema é que em muitas empresas a criatividade do lider é encarada como uma tentativa de mudar aquilo que não precisa ser mudado, a persistência como teimosia e a personalidade como dificuldade de relacionamento.

Em resumo, a diferença entre líderes e gerentes é que o primeiro preocupa-se com perspectivas de longo prazo, não perspectivas de curto prazo, foca as pessoas e não os sistemas, desafio o status quo ao invés de aceitá-lo, e exerce confiança e não o controle.

Gerente Ou Líder?


Fala-se muito sobre a necessidade de desenvolvermos líderes, de apostarmos em pessoas com características de liderança, etc. Como diferenciar um gerente de um líder?

Preparando aula para a Pós, cujo tema era “Liderança e Comportamento Gerencial”, elaborei algumas provocações para o grupo. Primeiro, faça suas reflexões:

- Todo GERENTE é LÍDER?

- Todo LÍDER é GERENTE?

- Todo GERENTE tem cargo de liderança?

- Todo LÍDER tem cargo de gerência?

- Ter GERENTE é importante?

- Todo GERENTE é importante?

É inacreditável o universo de combinações diferentes para a percepção das reflexões anteriores...Lembrando dos cargos que ocupei em minha carreira corporativa, concluo que na maioria das vezes era líder e, mesmo quando estava me achando um grande líder, estava fazendo o papel de gerente. Interessante como os papéis se confundem...Interessante também como não há demérito em ocupar nenhum dos dois papéis!! O segredo é saber dosar e equilibrar intenções e intensidades!!

Quantas vezes tivemos (e temos) que fazer regras e andar por caminhos já existentes. Ter como princípio a estabilidade, a autoridade formal, o controle, evitar conflitos, minimizar riscos, agir mais com a cabeça que com o coração, procurando objetivos claros e resolver problemas. Em todos esses momentos, usamos COMPORTAMENTO E HABILIDADES GERENCIAIS.

Faça outra reflexão: quais as profissões e cargos que o leitor conhece que requerem em grande escala, ou quase totalmente tais características? Eu acho que, geralmente para ocupações de controle, em áreas técnicas e de produção. E você, o que acha? Mas, e o lado humano das relações interpessoais?

Segundo Katz, devemos mesclar habilidades conceituais, humanas e técnicas, de acordo com a posição assumida dentro de uma corporação. O que ele deixa claro é que a habilidade humana jamais deva ser “negociada” ou reduzida, ou melhor, deve ocorrer para supervisores de primeira linha, gerência intermediária e administração superior. E o que é essa tal de habilidade humana? É ter decorado o “manual de instruções de como lidar com o ser humano”?

Algumas palavras, expressões, e comportamentos, quando incorporados ao DNA do líder, certamente fazem a diferença!! Quer o mapa? Fique à vontade:

- assegurar compreensão;
- inspirar criatividade;
- antecipar os problemas;
- capacitar;
- inspirar coragem de correr riscos;
- apoiar;
- usar carisma pessoal;
- procurar visão;
- apelar ao coração;
- energizar com paixão;
- mostrar proatividade;
- trabalhar por gosto;
- quebrar regras;
- andar por novos caminhos;
- ter autocontrole e humildade;
- olhar além dos planos de operação e para fora.

Difícil? Já tentou? Incorpore ao seu DNA!! Conte-me a diferença depois!!!!

Fonte: Dill Casella
Dill Casella é Engenheiro Civil, pós graduado em Marketing, especialização em Desenvolvimento Gerencial e Empreendedorismo pela FDC e Practitioner pela SBPNL. Com mais de 15 anos em cargos de liderança de empresas de primeira linha, realiza palestras em vendas, atendimento ao cliente, liderança e motivação. Também é compositor, músico, escritor e ator amador.


Qual é a diferença entre um líder e um gerente?
Bernardo Pina

O que é ser lider para você? Como você encara a liderança de uma equipe?

Em primeiro lugar, ser um líder não é ser um gerente. O líder é o responsável moral pelo grupo e como tal, não exerce controle admistrativo. É ele quem o influencia a fim de atingir bons resultados. Vemos muito por aí, líderes que agem como gerentes mandando ao invés de sugestionar. Esse não é o seu trabalho.

Para ficar mais claro, trazendo essa realidade para um time de futebol, o líder da equipe seria o capitão do time. A pessoa que eleva a moral do time e o incentiva a fim de conseguir mais ânimo para ganhar o jogo.

“E o gerente?”
O gerente é o responsável administrativo pelo grupo. É ele que exerce controle efetivo sobre a equipe (quem manda), repassando as necessidades mostradas pelo cliente e estipulando prazos para que o serviço esteja concluído.

Também é ele quem responde pela equipe para o alto escalão da empresa. Se os diretores tiverem que brigar com alguém por causa de um resultado insatisfatório, será ele que irá pagar o pato e, der repente, até julgado incapaz sendo sumáriamente cortado do quadro da empresa (o que, por incrível que pareça, é muito comum).

O que importa ao se gerenciar uma equipe sendo líder ou gerente, é a entrega do produto. Mas não é brigando com os funcionários que iremos conseguir um melhor resultado. Todos nós trabalhamos melhor e mais rápido quando estamos felizes. Portanto, se você é responsável por um grupo, pense com carinho em melhorar a qualidade de vida deles.


A diferença entre líderes e gerentes : Controlador X Inovador

Marcelão em 02 de Outubro de 2009

Pessoal,

quem acompanha esse blog sabe que gosto de escrever sobre a diferença entre líderes e gerentes (Clique aqui para acessar minha versão e aqui a versão do Gary Hamel). Estava navegando pela Internet e encontrei o excelente site sobre inovação chamado “Inovation Tools”. No site, eu encontrei um artigo do Sr. Paul Sloane que estabelece a diferença entre líderes inovadores e líderes controladores. Segue abaixo a opinião do Sr. Paul Sloane :

Líder controlador: Lidera na frente
Líder Inovador: Lidera ao lado

Líder controlador: Direciona
Líder Inovador: Inspira

Líder controlador: Verifica e controla
Líder Inovador: Confia e delega

Líder controlador:
Melhora a efetividade e a eficiência
Líder Inovador: Encontra novas abordagens

Líder controlador: Acha que ele é o melhor
Líder Inovador: Melhora a habilidade dos outros

Líder controlador:
Tem um forte senso de direção e propósito
Líder Inovador:Tem uma visão de futuro clara e a comunica

Líder controlador:
Prioriza o operacional acima do estratégico
Líder Inovador: Prioriza a estratégia acima das questões operacionais

Líder controlador:
Oferece direção e ordens
Líder Inovador: Faz perguntas e solicita sugestões

Líder controlador:
Trata a equipe como subordinados
Líder Inovador: Trata a equipe como colegas

Líder controlador:
É decidido, muitas vezes sem consulta prévia
Líder Inovador: Pondera e solicita dados antes de tomar decisões

Líder controlador: Constroem equipes que podem executar políticas e implementar planos
Líder Inovador: Constroem equipes que podem criar e inovar

Líder controlador:
Instrui
Líder Inovador: Empodera (empowerment)

Líder controlador:
Contrata com base na experiência, reputação e qualificações
Líder Inovador: Contrata baseado na atitude, criatividade e capacidades latentes

Líder controlador:
Desencoraja opiniões divergentes
Líder Inovador: Encoraja opiniões divergentes

Líder controlador:
Se preocupa com resultados acima de tudo
Líder Inovador: Se preocupa com idéias, pessoas e com a visão de futuro

Líder controlador:
Promove a si mesmo como líder
Líder Inovador: Compartilha exposição e prestígio com sua equipe

Líder controlador:
Incentiva ação, atividade e trabalho
Líder Inovador: Encoraja idéias, inovação e diversão

Líder controlador:
Recompensa por desempenho
Líder Inovador: Recompensa por ações empreendedoras

Líder controlador:
É orientado por números e análises
Líder Inovador: É orientado por idéias, analítico e intuição

Líder controlador:
Enxerga a tecnologia como um meio de fazer melhor, mais rápido e mais barato
Líder Inovador:
Enxerga a tecnologia como meio de fazer as coisas de formas inteiramente diferentes

Líder controlador:
Minimiza Riscos
Líder Inovador:Assume riscos calculados

Líder controlador:
Abomina a falha
Líder Inovador:É confortável com a falha. Aprende com ela.

Muitos das diferenças apresentadas pelo autor já foram abordadas por mim aqui nesse blog, mas há um aspecto complementar que gostaria de abordar. Todas essas competências são importantes para gerar inovação nas empresas, mas elas por si só não suficiente, ter um líder inovador não é suficiente. De nada vale um líder inovador se você não tem na sua empresa um clima e uma cultura que estimule a inovação. Sem esses fatores, você pode até encontrar líderes inovadores na sua empresa, mas dificilmente conseguirá construir equipes inovadoras.

Ainda estamos presos a velhos paradigmas da admimistração como estruturas verticais/lineares dificultadores da colaboração, horários de entrada e saída padrões onde valorizamos a pontualidade e processos decisórios lentos que acabam por matar a inovação. Enquanto não entendermos que inovação não tem agenda (não bate ponto) e que ela é essencialmente uma atividade social, dificilmente construiremos equipes inovadoras dentro de nossas empresas.

Um abraço.
“Keep The Faith”

Precisamos de gerentes ou líderes?

Nelson Marinho Benseny

Estamos vivendo um momento da Gestão Empresarial que se faz necessário repensar a variável liderança, dentro de uma visão estratégica e global. Uma organização sem liderança terá, cada vez mais, dificuldade de competir, na medida em que fica reduzida sua capacidade de enfrentar mudanças organizacionais, imperativo em nossos dias.

Warren Bennis, um dos maiores especialistas em Liderança, explica que os problemas atuais que vivemos não serão resolvidos sem organizações de sucesso, e estas, por sua vez, não podem lograr êxito sem uma liderança efetiva, capaz de responder a condições instáveis e conturbadas. Assim, a liderança passa a ser a força subjacente ajudando a organização a desenvolver uma visão do que pode ser e depois direcionando a mudança para essa nova visão.

Aqui, faz-se necessário diferenciar administração de liderança e gerentes de líderes. Administrar implica em manter em pleno funcionamento um sistema ou uma organização (estrutura, processos, estratégias, controles, produtos etc.) já existente, assegurando que tudo seja feito de acordo com os padrões especificados e orçamentos fixados. Liderar já é o processo de criar novos sistemas e organizações, ou então, de facilitar e promover a mudança em algo em funcionamento, visando inovar e melhorar, em sintonia com as condições mutantes da economia e mercado.

Analisando como processo, a administração está voltada para as funções de planejar, organizar, elaborar orçamentos, controlar, contratar pessoal e fornecedores e resolver problemas justamente dos casos em que os padrões especificados não foram atingidos. Já a liderança está associada à definição dos rumos que a organização deve tomar, criação de uma visão de futuro, à capacidade de inspirar pessoas para o alcance de objetivos e, principalmente, aceitar e implementar novas idéias que tragam inovações e benefícios a todos.

Dentro dessa perspectiva, podemos considerar que os gerentes estão voltados para manter o “status quo”, controlando para que o processo preestabelecido seja mantido. Já os líderes estão voltados para o processo de mudança e transformação desafiando o “status quo”, em sintonia com as tendências e contextos ambientais, levando a organização à busca de novas possibilidades e novos caminhos.

Assim, a necessidade de liderança depende fundamentalmente da quantidade de mudança no ambiente externo. À medida que o ciclo e a velocidade da mudança aumentam (e o caso atual e perspectiva futura) a necessidade de liderança, também aumenta.

Dessa forma, existe uma enorme diferença entre gerentes e líderes, considerando como diferença marcante entre aqueles que dominam o contexto e aqueles que se rendem a ele, ou seja, aqueles que são transformadores e aqueles que são mantenedores. Warren Bennis faz uma interessante comparação entre gerentes e líderes:

* o gerente administra, o líder inova;
* o gerente mantém, o líder desenvolve;
* o gerente prioriza estruturas e sistemas, o líder prioriza pessoas;
* o gerente depende de controle, o líder inspira confiança;
* o gerente tem uma visão de curto prazo, o líder perspectiva de futuro;
* o gerente pergunta como e quando, o líder o que e por quê;
* o gerente imita, o líder inventa;
* o gerente aceita o “status quo”, o líder desafia;
* o gerente é um bom soldado clássico, o líder é seu próprio comandante;
* o gerente faz as coisas direito, o líder faz as coisa certas.
“Gerentes são importantes. Líderes são essenciais”. Nesse momento de mudanças e transformações em que vivemos, sua empresa tem mais gerentes ou líderes?



Liderança : As 7 diferenças do líder do passado para o líder do presente

21/02/2007


É notória a diferença entre o líder do passado e o líder dos tempos atuais, por várias razões.

Primeiro: o líder do passado gostava de mandar; o líder moderno precisa convencer.

Segundo: o líder do passado era autocrático, o líder moderno precisa ser democrata em suas decisões.

Terceiro: o líder do passado cobrava por resultados a qualquer custo; o líder moderno precisa participar da evolução das tarefas pré-estabelecidas.

Quarto: o líder do passado não ouvia sua equipe; o líder moderno precisa mais do que ouvir, precisa escutar sua equipe todos os dias para que as melhores soluções apareçam.

Quinto: o líder do passado tinha pouca formação acadêmica; o líder moderno precisa estar sempre fazendo novos cursos e à medida do possível passando novas informações para sua equipe.

Sexto: o líder do passado tinha sempre a palavra final (tipo sabe-tudo); o líder moderno precisa consultar sua equipe antes de qualquer decisão mais delicada que possa comprometer o trabalho da equipe.

Sétimo: o líder do passado era fechado em seu mundo, o líder moderno precisa estar aberto, até mesmo às críticas da sua própria equipe.

Enfim, você, que é gerente, supervisor, diretor, coordenador, ou seja, líder de equipe, precisa saber que a liderança mudou radicalmente nesses últimos anos e a maneira como você encara essas mudanças fará toda a diferença no seu sucesso pessoal e profissional.

É sempre bom lembrar que liderar é promover um ambiente saudável para que os resultados dos trabalhos a serem cumpridos tenham êxito.

Pense nisso! E boas vibrações para você!

Eugênio Sales Queiroz


Gestão centralizada e descentralizada: conheça as diferenças entre elas
14/05/2010

SÃO PAULO – Você sabe o que é gestão descentralizada? Talvez você não conheça pelo nome, mas já deve ter ouvido falar de empresas em que os profissionais têm mais liberdade para agir, entretanto têm mais responsabilidades. Esse modelo foi adotado por empresas como Google, Dell, Novartis e Toyota.

O sócio-diretor da consultoria de gestão Muttare,Tatsumi Roberto Ebina, explica que, para entender essa forma de gestão, é necessário comparar, diretamente, como o modelo tradicional, o qual ele denomina de "comando e controle".

“No sistema de 'comando e controle', existe uma hierarquia burocrática. O trabalho do profissional é voltado para a satisfação do líder, e não do cliente. As pessoas não podem tomar decisões sem consultas. Além disso, os profissionais têm medo de errar por causa da punição que podem ter”, afirma Ebina.

Ele acrescenta ainda que, com essas atitudes, o clima organizacional fica ruim e, muitas vezes, prejudica os negócios realizados pela empresa, além de criar um clima desmotivador, principalmente para os profissionais que ocupam cargos mais baixos, que buscam ascensão.

O papel do líder: Segundo Ebina, o gestor na gestão "comando e controle, denominada centralizada, é considerado um chefe, não um líder. Já na gestão descentralizada, esse profissional tem como principal papel ser motivador de sua equipe.

“No 'comando e controle', o líder fica apagando incêndio. Na gestão descentralizadora, o líder motiva os outros e incentiva os profissionais a tomarem decisões. Ele faz com que as pessoas se desenvolvam o máximo que puderem”, diz.

Confiança: Para alterar uma estrutura organizacional, da gestão centralizada para a descentralizada, é necessário adotar um valor fundamental: a confiança.

"O modelo de gestão descentralizado permite que as pessoas atuem com autonomia e respondam por suas decisões, mas tudo isso só é possível se for baseado na confiança", finaliza Ebina.

Cresce número de mortos por enchentes no Nordeste

Publicado em 23/06/2010
O Globo, Bom Dia Brasil, pe360graus, Jornal Hoje

RECIFE, SÃO PAULO -Subiu para 15 o número de mortos por enchentes em Pernambuco, segundo a Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe). Mais três corpos foram encontrados nesta terça-feira - um no município de Barreiros e outros dois em Água Preta. Mais de 42 mil pessoas tiveram de deixar suas casas e 17.808 estão em abrigos públicos no estado. Trinta cidades pernambucanas estão em situação de emergência.

Com os três corpos achados em Pernambuco, chegam a 44 os mortos pelas enchentes dos últimos dias no Nordeste. São 29 vítimas fatais em Alagoas, que ainda tem 600 pessoas desaparecidas. A expectativa é achar novos corpos nos estados. Uma equipe de 48 militares de três estados e cães farejadores começou a percorrer as cidades do Vale do Mundaú, até Maceió, para ajudar nas buscas. O estado antecipou as férias escolares para poder abrigar vítimas nas escolas. Nas cidades mais afetadas, também os colégios foram destruídos.

O Ministério do Planejamento avalia que o número de casas destruídas nos dois estados pode chegar a 50 mil. A verba anunciada, de R$ 100 milhões, poderá ser ampliada.

Arrasado pela enxurrada, o município de Branquinha enfrentou mais chuva nesta quarta-feira, com vento e frio. O trabalho de remoção de escombros continua. Os moradores estão sem energia elétrica e sem água. A praça principal da cidade afundou. De um caminhão, que estava estacionado no local, só são avistadas as rodas. As águas do Rio Una arrastaram tudo.

Leia também: Em AL e PE, em três dias, choveu mais do que o esperado para o mês

Na maioria das cidades, o que se vê é gente desorientada, caminhando na lama. Gente que perdeu tudo e não sabe o que fazer. Em União dos Palmares, um mutirão está sendo feito para que as pessoas possam retirar documentos, pois todos foram levados pelas águas. A água baixou, mas ficou muito lixo e sujeira. Moradores usam máscaras no nariz para suportar o mau cheiro.

- Perdi tudo. Eu e meus quatro filhos não temos mais casa. O pequeno, de 4 anos, quebrou o braço na correnteza, ao bater numa parede. Não tenho onde ficar. Estou em uma loja com mais cinco famílias. Tudo o que tenho hoje é esse guarda-chuva, essa bacia, roupas sujas - contou Ana Cláudia da Silva, de 32 anos, enquanto tirava a lama das roupas na praça. ( Leia também 'Nunca vi tanta miséria, tanta desgraça junta' )

Hospitais de campanha começam a ser montados. Apenas em Alagoas são 834 pessoas já doentes. As férias escolares nas cidades atingidas foram antecipadas - as escolas foram destruídas ou estão servindo de abrigo às vítimas. Cerca de 19.100 casas foram destruídas ou danificadas em cidades alagoanas e pelo menos 31.500 pessoas tiveram de buscar abrigo em prédios públicos ou com parentes e amigos. Falta luz, água potável e comida em muitas localidades.

Em Pernambuco, dois hospitais de campanha serão montados nos municípios de Barreiros e Palmares. Um avião Hércules da Aeronáutica chegou a Recife ontem carregado com 11 toneladas de material para a montagem da unidade de saúde em Barreiros. A estrutura que será usada é a mesma que foi feita para atender vítimas do terremoto no Haiti. Quando estiver montado, a unidade terá capacidade para receber, por dia, 400 pacientes. A equipe é formada por 14 médicos, um enfermeiro e 20 técnicos em enfermagem.

- Nessa fase agora estamos esperando mais doenças infecto-parasitárias como leptospirose, possivelmente a hepatite, febre, amidalite e infecções em gerais. Mas estamos preparados para atender todas as infecções - disse o coronel Jorge Vianna Annibal, coordenador do hospital de campanha da Aeronáutica, que espera iniciar os atendimentos ainda nesta quarta.

Barreiros é um dos municípios mais castigados pelas chuvas. Muitos estão às margens da PE-60, pedindo ajuda a quem passa de carro. Alguns tiveram que ficar em cima dos telhados, para escapar do alagamento da semana passada, e salvar eletrodomésticos. A região está sem energia e não tem água potável.

A Defesa Civil de Pernambuco enviou ainda, por helicóptero, dez médicos do Exército para atendimento nesta quarta-feira, na cidade de Água Preta.

O Exército também enviará na manhã desta quarta-feira, três caminhões carregados de doações, a maioria alimentos e água, além de barracas para atenderem aos municípios de Palmares, Água Preta e Barreiros.

Já foram somados, até a manhã desta quarta-feira, 25 toneladas de donativos, entre roupas, alimentos, material de higiene pessoal e água.

Em Correntes, cinco pontes caíram e 30 casas foram destruídas - 40% das casas da Zona Urbana foram invadidas. Há 2 mil pessoas estão entre desabrigadas e desalojados. Em Bom Conselho, o problema foi na Zona Rural, que arrastou parte do paredão de um açude.

Em Quipapá, mais de 700 pessoas estão desalojadas e 130 estão desabrigadas. Segundo a Defesa Civil, 23 casas foram danificadas e 29 destruídas. A cidade também decretou estado de calamidade pública.

Fonte: O Globo

Enchentes no Nordeste – Argentina disponibiliza ajuda para Alagoas e Pernambuco

Percebe-se que a rivalidade entre Argentina e Brasil fica apenas dentro dos campos de futebol. Após o desastre ocorrido no Nordeste Brasileiro, onde chuvas e inundações destruíram muitos lugares dos Estados de Pernambuco e Alagoas, o governo argentino, através de um comunicado divulgado pelo Portal R7, nesta quinta-feira, 24 de junho de 2010, colocou-se à disposição do Brasil para prestar ajuda.

Dentre os recursos oferecidos estão um hospital de campanha, bem como um grupo de profissionais da área de contenção psicossocial pós-traumática, para auxiliar as equipes de saúde que estão atuando na região.

A Argentina também tinha manifestado sua ajuda ao território brasileiro anteriormente, após a ocorrência das chuvas que afetaram o Rio de Janeiro, em abril deste ano. Bela atitude e que sirva de exemplo a todos.

Por Elizabeth Preático


Hugo Chávez (Venezuela) oferece ajuda para Enchentes em Alagoas e Pernambuco

Em vista da calamidade, Chávez aproveitou o ensejo solidário para oferecer ajuda ao país, embora o tipo de suporte não tenha sido mencionado. A problemática, indica o portal de notícias Terra, já conferiu mais de 40 mortos e inúmeras pessoas desaparecidas, além das desabrigadas.

Na verdade, o líder venezuelano indicou que ajuda humanitária e materiais poderão ser concedidas pelo país na intenção de diminuir as dificuldades que o povo do Nordeste tem enfrentado nos últimos dias.

Uma atitude louvável, é verdade, pois trata-se de uma das primeiras nações a manifestar apoio contra essa crise, uma vez que Chávez é tido como egocêntrico por outros países divergentes de suas concepções.
Por Luiz Felipe T. Erdei

Lula compara enchentes no Nordeste a terremoto no Haiti
24/06/2010
Daniela Paixão
Enviada especial do UOL Notícias

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Após sobrevoar e visitar as cidades atingidas pelas enchentes em Alagoas e Pernambuco nesta quinta-feira (24), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou o cenário que viu ao estrago provocado pelo terremoto que atingiu o Haiti no início deste ano.

“São tragédias quase que semelhantes. Sobrevoei o Haiti de helicóptero e depois desci, e fiz o mesmo aqui. Para sentir o drama, tem que estar lá embaixo, pisar no barro, sentir o cheiro, ver as lágrimas”, afirmou o presidente.

Lula disse também que o governo federal pretende retirar definitivamente as famílias da região afetada que vivem em margens de rios, áreas suscetíveis a inundações.

“Não vamos construir casa no mesmo lugar que a enchente pegou. Ficamos procurando culpados, mas a verdade é que 80 anos atrás essas pessoas construíram casas em lugares inadequados. Vamos procurar locais mais altos para reconstruir e garantir que as pessoas não sejam vítimas da chuva”, afirmou.

Hoje, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) anunciou que já foram enviados R$ 597 milhões aos Estados de Pernambuco e Alagoas para a reconstrução das cidades.

Lula disse ainda que o governo agiu rápido na tragédia catarinense de outubro de 2008 e afirmou que Alagoas e Pernambuco também necessitam de uma ajuda mais rápida, já que são Estados “pobres”.

“Começamos a dar a resposta rápido em Santa Catarina também. Acontece que tem Estado que tem mais estrutura que outro. Você vai sempre ajudar com mais rapidez aqueles que precisam mais de você. Tem Estado que tem estrutura. A rapidez de tratar Alagoas não é a mesma de tratar um Estado com Defesa Civil que já trabalha bem”, afirmou.


Lula sobrevoa a áreas atingidas em Pernambuco

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Antes, Lula visitou Rio Largo, uma das cidades mais atingidas pelas enchentes de Alagoas, onde pediu que as casas dos moradores sejam reconstruídas em locais mais distantes das margens dos rios que transbordaram e deixaram ao menos 50 mortos no Nordeste nesta semana.

Lula chegou à cidade por volta das 15h, onde visitou pontos alagados e a escola municipal Judith Paiva, onde estão cerca de 100 desabrigados. O presidente conversou, abraçou os presentes, ouviu suas histórias e quebrou o protocolo para anunciar ao microfone que estava ali para fazer o anúncio da chegada de benfeitorias.

“É preciso deixar claro para vocês que nós não podemos construir as casas nos mesmos lugares”, disse o presidente. O objetivo primordial agora, segundo Lula, é encontrar áreas fora da margem do rio para reconstruir casas de forma segura. Ele afirmou ainda que cabe aos municípios viabilizar terrenos próximos a cidade.

O presidente anunciou a liberação de R$ 275 milhões em caráter emergencial para ajudar na reconstrução e disse que também haverá investimento de urgência para que as escolas sejam reerguidas o mais rápido possível. Lula também fez um apelo para não haver especulação imobiliária.

“Esse é nosso compromisso moral político e humanitário para ajudar a ter a casa de vocês de volta”, afirmou Lula. Em seguida, partiu rumo ao aeroporto de Maceió, onde se reúne com o governador Teotônio Vilela.

Cidades que decretaram calamidade pública

Saiba como doar para as vítimas das chuvas no Nordeste

Milhares de pessoas estão desabrigadas em Alagoas e Pernambuco e Defesa Civil pede a doação, principalmente, de alimentos e água

iG São Paulo
22/06/2010

As chuvas que atingem com força o Nordeste brasileiro já deixaram mais de 40 mortos e milhares de desabrigados. Em Alagoas, a Defesa Civil contabiliza 607 pessoas desaparecidas, sendo 500 somente no município de União dos Palmares, um dos mais afetados.

Em muitas cidades, as cheias inundaram as unidades de captação e distribuição de água. Também faltam alimentos e itens como colchões e cobertores. Por isso, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil disponibilizam locais para doação e pedem, principalmente, mantimentos, roupas, produtos de limpeza e higiene pessoal e quantias em dinheiro. Veja onde os postos de arrecadação estão localizados e saiba como ajudar as vítimas das enchentes:

Alagoas
As doações podem ser feitas nos quartéis do bombeiros nos seguintes locais:

Capital

1º Grupamento de Bombeiros Militar (1º GBM) – Rodovia 316, Km 14, Tabuleiro dos Martins, próximo a Policia Rodoviária Federal, (82) 3315-2900 / (82) 3315-2905

Grupamento de Socorros de Emergência (GSE) – Conjunto Senador Rui Palmeira, S/N, (82) 3315-2400

Subgrupamento Independente Ambiental (SGIA) – Av. Dr. Antônio Gouveia, S/A, Pajuçara, próximo ao Iate Clube Pajuçara, (82) 3315-9852

Quartel do Comando Geral (QCG) – Av. Siqueira Campos, S/N, Trapiche da Barra, próximo a Pecuária, (82) 3315-2830

Defesa Civil Estadual (CEDEC) - Rua Lanevere Machado n.º 80, Trapiche da Barra, próximo a Pecuária, (82) 3315-2822 / (82) 3315-2843

Grupamento de Salvamento Aquático (GSA) – Av. Assis Chateaubriand, S/N, Pontal, próximo a Braskem, (82) 3315-2845

Interior
2º Grupamento de Bombeiros Militar – Maragogi, (82) 3296-2026 / (82) 3296-2270

6º Grupamento de Bombeiros Militar – Penedo, (82) 3551-7622 / (82) 3551-5358

7º Grupamento de Bombeiros Militar – Arapiraca e Palmeira dos Índios, (82) 3522-2377, (82) 34212695

9° Grupamento de Bombeiros Militar – Santana do Ipanema e Delmiro Gouveia, (82) 3621-1491 / (82) 3621-1223

Doadores de outros Estados
Para quem não está no Estado, mas também quer colaborar, as doações podem ser feitas em dinheiro nas seguintes contas:

Banco do Brasil agência 3557-2, conta corrente 5241-8

Caixa Econômica: agência 2735, operação 006, conta 955/6

Pernambuco
Mais de 50 cidades já foram atingidas pelas chuvas em Pernambuco, sendo que 30 decretaram estado de emergência. Há 12 mortos no Estado e passa de 40 mil o número de pessoas que precisaram deixar suas casas. Veja onde doar:

Gravatá
Para os moradores do município é possível doar em diversos pontos, tais como na Secretaria de Finanças, Saúde e Ação Social. Esta última está localizada na rua Francisco Bezerra de Carvalho, no centro. Mais informações pelo telefone (81) 3563 9057/ 9037.

Cabo de Santo Agostinho
Na cidade é possível fazer doações nos centros de referência em Assistência Social (Cras), de Ponte dos Carvalhos e do Cabo. Quem não puder ir até os locais, pode solicitar pelo telefone (81) 3521-6759/6718 à Secretaria Municipal de Programas Sociais e da Mulher para que uma equipe faça o recolhimento dos donativos.
Palmares
A cidade de Palmares é uma das mais atingidas pelas chuvas e, segundo a Defesa Civil, onde mais falta água e comida. A Associação Pernambucana dos Cabos e Soldados (ACS-PE) instalou um posto de arrecadação na rua Amaro Bezerra nº 489, em Derby - Recife. Contato: (81) 3423.0604 ou 3423.9907

Barreiros

Um posto da Polícia Rodoviária Federal na entrada da cidade recebe doações, que também podem ser feitas por meio de depósito na seguinte conta:
Banco do Brasil
Agência 0710-2
Conta corrente 6070-4



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